Novo escândalo ameaça Fina durante Mundial de Esportes Aquáticos

Em gravação, vice-presidente pede comissão de 10% em futuros contratos de patrocínio para um intermediário

Por O Dia

Hungria - No meio da disputa do Mundial de Esportes Aquáticos na Hungria, a Federação Internacional de Natação (Fina) se viu sacudida por mais um escândalo de corrupção, nesta quarta-feira, que envolveria o vice-presidente da entidade, o kuwaitiano Husain Al Musallam.

Em gravação publicada pelo jornal britânico 'The Times' e no site da revista alemã 'Der Spiegel', Husain Al Musallam pediu comissão de 10% em futuros contratos de patrocínio para um intermediário.

Segundo a gravação, o dirigente pediu comissões sobre contratos por um montante total de 40 a 50 milhões de dólares, assim como o diretor geral do Conselho Olímpico Asiático (OCA). O registro foi feito em conversa de Al Musallam com um agente chinês especializado em marketing. 

A Federação tem sede em Lausana e reagiu garantindo que "corresponde à OCA comentar essas acusações, apesar da Fina continuar acompanhando de perto os fatos".

Pelos detalhes que já são conhecidos até o momento, "nenhum regulamento da Fina foi violado", acrescentou o organismo.

Por outro lado, a OCA "desmente formalmente que responsáveis da OCA tenham solicitado comissões por contratos de patrocínio".

Em comunicado transmitido à AFP, a OCA acrescentou que "nenhuma comissão ou valor de dinheiro foi paga para responsáveis de OCA, de maneira direta ou indireta".

"O dinheiro dos contratos de patrocínio são entregues diretamente à OCA", precisou o organismo.

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