Nuzman renuncia à presidência no COB

Dirigente, que comandava o comitê brasileiro desde 1995, está preso acusado de participar de esquema corrupção para escolha do Rio como sede da Olimpíada de 2016

Por O Dia

Rio - Carlos Arthur Nuzman não é mais presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Preso desde quinta-feira passada, o dirigente encaminhou carta ao comitê anunciando sua renúncia. O pedido foi lido por um de seus advogados na assembleia geral extraordinária que acontece nesta quarta, na sede do COB, no Rio

Com a saída definitiva de Nuzman, que comandava o comitê desde 1995 e tinha mandato previsto até 2020, o vice Paulo Wanderley Teixeira assume o comando da entidade. Ele presidiu a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) por 16 anos.

Carlos Arthur Nuzman deixou a presidência do COBSaulo Cruz/Exemplus/COB

Nuzman foi preso durante a Operação Unfair Play, que investiga suposto esquema de compra de votos para o Rio de Janeiro ser sede da Olimpíada do ano passado. Ele está detido preventivamente na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio. Não há prazo para sua soltura.

Nesta quarta, enquanto dirigentes de confederações debatiam no auditório do comitê, do lado de fora um pequeno grupo de manifestantes pedia por eleições diretas no COB. Liderados pelo ex-nadadores olímpicos Luiz Lima e Djan Madruga - ambos com passagem pela secretaria de Alto Rendimento do Ministério do Esporte -, eles querem que atletas federados tenham direito a voto nas eleições do comitê.


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