Israel denuncia que judocas foram vítimas de discriminação nos Emirados Árabes

De acordo com a reclamação, o hino do país não seria tocado e seus representantes são puderam usar símbolos que identificassem sua origem

Por O Dia

Abu Dabi - Israel denunciou a decisão da organização de um torneio de judô em Abu Dabi, nesta segunda-feira, de não tocar o hino do país e proibir que seus representantes utilizem símbolos que identifiquem sua origem.

A organização solicitou aos 12 judocas que participarão do Grand Slam em Abu Dabi, entre os dias 26 e 28 de outubro, não utilizarem a sigla IST em seus quimonos. Além disso, avisou que o hino israelense não vai ser executado em caso de vitória, denunciou o ministério de Esportes de Israel.

"Estas exigências vão contra o mandato das federações esportivas internacionais, cujo objetivo essencial é separar política e esporte", protestou o ministro Miri Regev em carta enviada ao presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach.

"Todo país que tem o privilégio de receber uma competição internacional é obrigado a permitir os atletas a representarem seus países de maneira honrada e garantir sua segurança", acrescentou a carta publicada nesta segunda-feira.

Os Emirados Árabes não responderam o comunicado.

Israel e Emirados Árabes não mantém relações porque o país do Golfo não reconhece o Estado de Israel.

As participações de atletas deste país em competições internacionais costuma provocar reações hostis ou pedidos de boicote das organizações esportivas árabes e muçulmanas.

Nas Olimpíadas do Rio-2016, o judoca egípcio Islam El Shehaby se recusou a cumprimentar o israelense Or Sasson após derrota. O judô é um esporte muito popular em Israel. Or Sasson conquistou uma medalha de bronze nos Jogos Olímpicos do Rio.

Apesar das condições, os judocas israelenses viajarão para Abu Dabi para participar da competição.

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