Seleções estudam criar 'Liga Mundial de Futebol' para substituir amistosos

Ideia seria similar à Liga das Nações implementada pela Uefa

Por O Dia

Genebra - Um campeonato mundial entre seleções que dure todo um ano, repartido entre primeira, segunda e terceira divisões. Essa é a nova competição que começa a ganhar força entre os dirigentes internacionais do futebol e que, se aprovada, poderia marcar o fim dos amistosos. A proposta que vem sendo chamada de "Liga Mundial" faz ainda parte de uma ampla revisão que a Fifa começa a fazer sobre todas suas competições internacionais.

Seleção pode disputar Liga MundialMowa Press

A reportagem do Estado de S.Paulo apurou que, às margens das reuniões da Fifa na Índia nesta semana, os presidentes das seis confederações regionais se encontraram para debater o novo torneio. A Europa já deu início ao seu próprio projeto, criando a Liga das Nações, que terá a sua primeira edição começando em setembro de 2018, poucos meses depois da Copa do Mundo de 2018, na Rússia.

A iniciativa da Uefa, que foi sendo construída nos últimos quatro anos, irritou as demais confederações. Na prática, seleções como as do Brasil, Argentina ou México não teriam mais datas para enfrentar as principais seleções europeias em amistosos. O impacto, na avaliação da CBF, seria tanto para a arrecadação como para a preparação do time nacional.

Uma das alternativas avaliadas para driblar este problema seria a de construir uma competição similar à recém-criada pelos europeus, mas apenas entre as seleções da Américas e da Ásia. O projeto, porém, não resolveria o problema central de ver um rompimento com o futebol europeu.

Agora, o que se estuda é a possibilidade de que, em 2019, comece a ser disputada uma Liga Mundial que perduraria durante todo o ano e que envolvesse seleções dos diferentes continentes.

Dirigentes que participaram do encontro revelaram ao jornal O Estado de S.Paulo que muitos detalhes ainda precisam ser estudados. Mas uma das ideias que ganhou força é a da divisão dessa Liga em três divisões diferentes, respeitando a qualidade das seleções e usando o ranking da Fifa como critério.

Esse torneio, porém, não seria o único a ser criado. O suíço Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmou que, até março de 2018, seu escritório vai reavaliar todas as competições para tentar torná-las mais atraentes e reduzir o peso sobre os jogadores, incluindo torneios femininos.

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