Jovem de 20 anos faz história ao narrar jogo no rádio e quer virar inspiração

Isabelly Morais se tornou pioneira ao narrar a partida entre América-MG e ABC, pela Série B do Campeonato Brasileiro

Por O Dia

Minas Gerais - A vitória do América-MG sobre o ABC, pelo placar de 2 a 0, foi importantíssima para o clube mineiro, que se manteve na briga pelo título da Série B do Brasileirão. No entanto, fora das quatro linhas, houve um momento histórico. A partida foi transmitida, pela primeira vez, na voz de uma mulher.

Isabelly Morais foi pioneira no rádio de Minas GeraisDaniel Hott/América-MG

Isabelly Morais, de 20 anos, assumiu o microfone da Rádio Inconfidência e comandou a transmissão da partida como narradora, pela primeira vez em seu estado. A mineira garante que não esperava uma repercussão tão grandiosa sobre o fato, que ganhou destaque em diversos veículos por todo o Brasil.

"Já esperava que pudesse repetir de alguma forma, mas não nessa magnitude. Muitas pessoas têm me mandado mensagem, me ligado, conversado comigo. Não imaginava que pudesse tomar essa proporção. Estou feliz. Espero que o fato de eu ter narrado inspire outras mulheres a tomarem coragem e seguirem esse caminho."

Apesar de tudo, a jovem jornalista ressalta que percebeu diversos comentários negativos, mas que prefere ignorá-los e focar no que realmente importa: a força que recebeu de quem a aplaudiu.

"Já vi muitos comentários negativos, mas acho que a reação positiva foi tão superior e mais significativa que eu tomo pra mim esses comentários positivos, que querem meu bem, que querem que eu cresça e aplaudiram de verdade minha coragem. Vi muitos comentários depreciativos, mas tento filtrar, então já mando para escanteio."

Por fim, Isabelly garante que pretende inspirar outras mulheres a seguirem o mesmo caminho, sem se intimidar com o machismo que ainda ronda o meio esportivo.

"Sempre digo que quero que me vejam como uma profissional, antes de me ver como uma mulher. Deixo a mensagem de coragem, para que as mulheres sejam corajosas, resilientes, perservantes na busca pelos sonhos delas. Que a gente tenha consciência de que é um meio muito machista, porque o futebol é machista. Mas que essas dificuldades não sejam negativas, que usemos como motores e impulsos para concretizar nossos sonhos."

?Reportagem do estagiário Gabriel Menezes