Por bferreira

Rio - O partido Patriota, decidido a lançar a candidatura à Presidência do deputado federal Jair Bolsonaro, desmentiu nesta sexta-feira qualquer acordo para apoiar o ex-craque de futebol Ronaldinho Gaúcho a tentar uma cadeira no Senado.

Ronaldinho não deve disputar o SenadoReprodução Twitter

"Não há nenhum acordo feito entre o partido e o atleta Ronaldinho Gaúcho para lançamento de eventual candidatura deste último ao Senado Federal" nas eleições de outubro de 2018, indicou essa formação política em comunicado.

O jornal O Globo anunciou na quinta-feira que o vencedor da Bola de Ouro de 2005 havia obtido apoio do partido Patriota para apresentar sua candidatura ao Senado em Minas Gerais, onde em 2013 ganhou a Copa Libertadores como jogador do Atlético Mineiro. Segundo essa informação, Ronaldinho, de 37 anos, deveria oficializar sua filiação em março, junto com Bolsonaro.

Nas pesquisas de intenções de voto para as eleições de 2018, Bolsonaro aparece em segundo lugar, atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O entorno de Bolsonaro também desmentiu uma aproximação entre o deputado e o ex-jogador. "Estão pregando isso, mas é mentira", disse à AFP uma fonte próxima ao deputado.

O artigo mostra uma foto de Ronaldinho sorridente, com um livro de Bolsonaro nas mãos, ao lado de Gutemberg Fonseca, apresentado como o vice-presidente do Patriota, que teria convidado o jogador a se unir a essa formação.

Mas o partido indicou em comunicado que Fonseca "não é mais vice-presidente nacional do Patriota em virtude de decisão pessoal tomada há algumas semanas".

O presidente do partido, Adilson Barroso, explicou à AFP que dirigentes do Patriota tiveram contatos com Ronaldinho "a nível local", mas se absteve de confirmar qualquer acordo formal.

"Ele não se filiou ao nosso partido, mas a porta está aberta. Seria uma honra receber uma pessoa dessa qualidade", declarou.

Ronaldinho ainda não aposentou as chuteiras oficialmente, e apenas jogou amistosos desde a sua última experiência profissional no Fluminense, em 2015.

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