Guerra de estilos no UFC Rio 6

Demian Maia promete usar seu jiu-jítsu para se enrolar em Ryas LaFlare e finalizar o camaleão do wrestling no UFC Rio, no Maracanãzinho

Por O Dia

Rio - A genialidade de um é o calcanhar de Aquiles do outro. Sendo assim, o octógono do UFC Rio 6, hoje, no Maracanãzinho, se transforma numa selva, na qual só quem souber usar melhor o seu dom sairá vitorioso. É a lei do mais forte. Faixa-preta de jiu-jítsu, Demian Maia gosta de se enrolar no rival e estrangulá-lo como uma serpente. Sem medo dos ataques do brasileiro, Ryan LaFlare tem o talento animalesco de se adaptar a cada luta, como um camaleão. Forte e perigoso nas quedas, o atleta do wrestling sabe amarrar o duelo e tem mão pesada. Ingredientes não faltam nesse show de MMA.

“Sou um camaleão, gosto de me adaptar às situações, misturar os estilos e nunca deixar o outro cara saber o que eu vou fazer”, afirma, misterioso, LaFlare, de 31 anos. O americano defende invencibilidade de 11 lutas e quer entrar no mapa dos meio-médios. O segredo para obter êxito é misturar os estilos: “Vou adotar a mesma estratégia que adoto para qualquer luta. Gosto de misturar luta em pé e wrestling. Não vou evitar o chão, eu vou para onde a luta me levar.”

Damien Maia e LaFlare se enfrentam neste sábadoDivulgação

Demian Maia, por outro lado, não finaliza desde outubro de 2012, justamente num UFC Rio. Presságio que o experiente lutador, de 37 anos, quer confirmar com nova vitória em solo carioca.

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“Seria bom, né? Sinto-me como uma cobra, uma jiboia, porque gosto de agarrar o adversário, buscar a posição e finalizar. Quem sabe isso não acontece outra vez”, declara.

Mas a posição alcançada numa finalização começou a ser estudada e planejada dias ou até semanas antes dos combates. Demian pratica um processo de mentalização dos movimentos a serem executados e isso, na opinião dele, faz toda a diferença.É quase uma premonição do que pode acontecer.

“Penso nas técnicas, mentalizo e é como se ela fluísse na hora do combate. Acho que é uma coisa neurológica mesmo, algo que passa pelos estímulos elétricos e exige cognição dos movimentos”, elucida.

Se só o jiu-jítsu afiado de Demian pode salvá-lo contra LaFlare, o americano aposta em seu vigor físico e sua superação para castigar o brasileiro por cinco rounds. Uma vitória o deixará perto do cinturão até 77kg. O próprio americano sabe que não foi testado para valer no UFC e esta chance é a que faltava na carreira.

“Com certeza vai ser o maior desafio da minha vida. Além de nunca ter feito um main event, ninguém nunca viu a maioria das minhas lutas. Eu sempre lutei em eventos longe dos Estados Unidos. Então é diferente. Mas eu estou tentando não enxergar dessa forma. Vejo cada luta como a maior da minha carreira”, decreta, otimista.

Além de Maia x LaFlare, o UFC Rio 6 traz combates que prometem ser emocionantes. Também pelos meio-médios, Erick Silva mede forças com Josh Koscheck e o peso-leve Gilbert Durinho espera manter sua invencibilidade contra Alex Cowboy. O público carioca agradece.

Provocações roubam a cena na pesagem

A pesagem dos atletas que vão disputar o UFC Rio 6 serviu como pano de fundo para a troca de provocações entre os brasileiros José Aldo e Bethe Correa contra o Irlandês Conor McGregor e a americana Ronda Rousey. Eles roubaram a cena na tarde de ontem e agitaram o público que foi ao Maracanãzinho.

Ao melhor estilo fanfarrão, Mc Gregor se auto denominou o ‘Rei do Rio’: “Eu sou o dono desta cidade. Se fosse outra época, eu iria invadir sua favela e tomaria conta de tudo”, frisou.

Aldo deixou a diplomacia de lado e respondeu na mesma moeda: “Dono do Rio onde? Já lutei milhões de vezes aqui, todo mundo sabe quem é o Rei”, devolveu.

Ronda e Bethe trocaram farpas sobre os seus estilos de luta e do fato de as duas estarem invictas no UFC. No final da coletiva, Ronda recebeu o carinho do público e tirou muitas ‘selfies’ com crianças.


Colaborou Ulisses Valentim

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