Por pedro.logato

São Paulo - Quando se pergunta para José Maria Tomé "No Chance", da Team Nogueira, sobre o estilo de luta dele a resposta é bem diferente do que costuma se ouvir: "sou showman". Na tradução do inglês para o português, a expressão seria algo como "homem espetáculo". O lutador cearense, no entanto, se define de tal forma por afirmar que, durante a luta, "não preciso lembrar os treinos, os golpes vêm de forma involuntária". No XFCi 12, quando encarou Marcel Adur na Superluta até 57,2kg, conseguiu vencer por decisão unânime dos juízes laterais, mas em uma exibição que pode ser definida mais uma batalha. Agora, ele vai enfrentar Bruno Azevedo "Macaco" na disputa pelo cinturão do peso-mosca (até 56,7kg) e, além de sair com a vitória, quer justificar o apelido que se colocou.

Inicialmente, "No Chance" já enfrentaria Bruno "Macaco" no XFCi 12. Porém, o brasiliense da Nova União teve uma lesão na mão e ficou impossibilitado de lutar. Como a mudança de adversário ocorreu cerca de um mês antes da luta, o cearense já havia realizado boa parte da preparação visando as características de "Macaco". Dessa forma, o cearense garante estar bem preparado para enfrentá-lo e mostra grande expectativa por um duelo próximo do estilo que o agrada mais.

José Maria 'No Chance' quer conquistar o cinturãoMarcelo Franco / Fusion Photography

"Vou aproveitar muitas coisas do que fiz anteriormente e, pelo que vi do Bruno, imagino que nossas características encaixam bastante e aposto em um verdadeiro espetáculo. Será muito mais fácil fazer uma luta show. Encaro com grande responsabilidade a chance de conquistar o cinturão e estou trabalhando muito forte para isso. Me sinto obcecado por esse objetivo e o cinturão será meu", destaca.

Há mais de uma década como profissional de MMA, "No Chance" tem 44 lutas na carreira, incluindo 37 vitórias, dois no contests e cinco derrotas. Aos 33 anos, nove a mais que Bruno "Macaco", o cearense acredita que a bagagem adquirida ao longo da carreira traz uma responsabilidade maior para si.

"Esse cinturão representa muito para mim. Estou há mais tempo nesse mundo das lutas e acho que é minha obrigação ser o número 1, o mais gabaritado, do XFC. Tenho uma meta, que é conseguir o máximo de cinturões possíveis, e vou conseguir. Quero retribuir todo o apoio que a organização me dá e não tem nada melhor do que vencer essa próxima luta para conseguir", afirma José Maria "No Chance".

Embora pregue por exibições mais plásticas, próximas do espetáculo, o lutador reconhece que o duelo com Marcel Adur foi bem longe disso. O cearense, aliás, revela que as circunstâncias da luta provocação algumas mudanças, mas nada que fosse problema para ele.

"Percebi que tinha vencido os dois primeiros rounds e optei por segurar um pouco mais o ritmo no último, focando na minha movimentação, pela qualidade do Marcel, que sempre tentava buscar um chute e algo que pudesse me nocautear. Ele até abriu os braços, me chamou para cima algumas vezes, fez com que me vaiassem, mas, mesmo sendo showman, que sempre parte para dentro para buscar o espetáculo, consegui me segurar. Acabou que o final da luta foi uma guerra, mas tudo bem. Deu até uma emoção legal", conta.

Embora não tenha sido da forma como "No Chance" mais gostaria, o duelo entre ele e Marcel Adur foi uma das principais lutas do XFCi 12. Portanto, só nos resta esperar por outro grande embate entre o cearense e Bruno "Macaco" e, quem sabe, com direito a show.

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