Por fabio.klotz

Rio - MMA é esporte, mas também um bom negócio. Isso fica cada vez mais claro quando Conor McGregor conquista o cinturão dos penas do UFC e sobe aos leves para enfrentar Rafael dos Anjos. Embora eu ache nocivo, esse favorecimento é vantajoso para a organização - é inegável que Conor sabe se vender como nenhum brasileiro fizera até hoje. O retorno se vê nos números de venda de pay per view.

Conor McGregor sabe se vender e dá retorno ao UFCWilliam Lucas / Inovafoto / Divulgação

Apontar o dedo em riste, porém, é uma atitude pouco inteligente. Brasileiros como Anderson Silva e José Aldo tiveram a chance de realizar superlutas e elas jamais saíram do papel. O Spider recusou Jon Jones, como se fugisse da cruz. Aldo esteve para enfrentar Anthony Pettis, mas o americano se lesionou e a luta caiu. Só agora alguém topou as maluquices de Dana White & Cia. e está se dando bem.

Em um esporte em que o negócio é inerente, é preciso ter tino comercial - lição que os brasileiros ainda não aprenderam.

Ninguém toma dele

As muitas mudanças de campeões no UFC são benéficas para o MMA, como garante Fabrício Werdum. O dono do cinturão dos pesados tem duelo marcado com Cain Velasquez no dia 6 e não quer surpresas.

“Foi bom para o esporte, a galera está evoluindo. Mas o que é meu, é meu”, disse, sorrindo.

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