Aldo reforça desejo pela revanche com McGregor: 'Quero tomar meu cinturão'

Brasileiro sonha com duelo em edição histórica do UFC

Por O Dia

Rio - Dono do cinturão interino dos penas no UFC, José Aldo reforçou nesta quarta-feira o desejo pela revanche diante do campeão linear da categoria, Conor McGregor. Em entrevista coletiva numa academia da Zona Sul do Rio, Aldo não escondeu a torcida por uma derrota do irlandês para o americano Nate Diaz, no UFC 202, no mês que vem, em Las Vegas.

Ao lado do técnico Dedé Pederneiras%2C Aldo mira revanche contra McGregorAntonio Júnior / Agência O Dia

"Se fosse para apostar em alguém, pelo que vejo, acho o Nate mais preparado. Eu torço para o Conor perder. Se ele ganhar, vão querer fazer uma nova luta entre os dois e isso vai atrasar a minha revanche com o Conor. Ele vai perder, isso é normal", provocou Aldo.

McGregor lutará em agosto pelo peso meio-médio, categoria acima de Aldo. O presidente do Ultimate, Dana White, já confirmou que independentemente do resultado da luta entre o irlandês e Diaz, Aldo terá uma revanche para unificar o cinturão dos penas. Tendo como base o tempo de preparação para uma luta e o calendário do UFC, um possível encontro entre os dois poderia acontecer no UFC Nova York, no dia 12 de novembro.

"Eu gostaria que fosse com o Conor e em Nova York. Essa vai ser uma edição histórica do UFC, por ser a primeira vez em Nova York e eu quero estar em grandes eventos. Lá tem uma colônia grande de irlandeses e brasileiros, seria bom para o negócio que é o UFC e para mim também", disse o lutador.

Mesmo se McGregor não estiver na edição nova-iorquina, Aldo garante que estará pronto para lutar com quem o Ultimate definir. O americano Max Holloway, invicto há nove lutas, surge como candidato a enfrentar o brasileiro.

"Quero lutar, fazer parte dessa história. O Holloway é um grande lutador e poderíamos fazer uma grande luta. Eu ainda espero que seja o Conor, porque quero vencê-lo e tomar meu cinturão de volta. Mas se não for, vou estar pronto para participar do UFC Nova York", revelou o brasileiro.

Aldo e seu treinador, Dedé Pederneiras, também comentaram sobre a venda do UFC para o grupo WME-IMG. A dupla destacou a valorização do Ultimate e falou sobre a expectativa com os novos donos.

"Vejo muita gente dizendo que o UFC está cheio de dinheiro, mas os caras organizam um dos maiores eventos do mundo e eles merecem ganhar cada centavo. Acreditaram em um projeto que dava prejuízo no começo e viraram o jogo. É claro que o sentimento para os atletas e treinadores agora, com um novo dono, é de apreensão, de expectativa. Mas é natural e temos de aguardar", disse Dedé.

Aldo destacou que a venda do UFC poderia impulsionar a ideia da criação de uma associação de atletas, uma vez que já ficou clara a potência que é o MMA no mundo.

"Acho que falta um pouco mais de união entre nós atletas. Está faltando uma associação que lute pelos direitos dos atletas e no dia que isso for criado vai mudar muito a nossa situação. Essa venda mostra a força do UFC, isso poderia ser pensado", disse o lutador.

Aldo conquistou o cinturão interino do UFC na edição 200 do evento, ao vencer por pontos o americano Frankie Edgar.

Reportagem de Antonio Júnior

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