Eduardo Hungaro não teme responsabilidade no Botafogo

Técnico mostra otimismo para a temporada

Por O Dia

Rio - Carioca do Méier, mas morador de longa data de Jacarepaguá, Eduardo Hungaro ganhou um presentão nos seus 50 anos: a primeira oportunidade de comandar um time profissional no Brasil. Fã de Roberto Carlos, ele está pronto para viver muitas emoções no retorno do Botafogo à Libertadores.

Eduardo Hungaro é obcecado por treinosUanderson Fernandes / Agência O Dia

Dentro do clube, é difícil ver alguém não chamá-lo de Duda. Dos jogadores ao presidente Maurício Assumpção, o técnico é unanimidade, tanto que seu nome sempre esteve no topo dos favoritos para suceder Oswaldo de Oliveira. No dia 18 de dezembro, veio a confirmação e a maior responsabilidade da carreira do ex-professor de Educação Física de escolas públicas.

“O Botafogo é um gigante do futebol brasileiro. Não tem essa de que está há muito tempo sem disputar a Libertadores, não tem cabimento. A partir do momento que ultrapassarmos o primeiro obstáculo (Deportivo Quito), estamos, sim, credenciados a sermos campeões”, afirma em conversa com O DIA.

EX-JOGADOR DE FUTSAL

Por um ano e meio, Hungaro foi auxiliar no Botafogo e mostrou mais qualidades analisando do que jogando - encerrou curta carreira no futsal aos 23 anos. “Era um jogador absolutamente normal”, admite.

O técnico começou fazendo relatórios sobre adversários e, depois, passou a ser considerado o "cara" do vestiário no intervalo das partidas, ao acompanhar os jogos da cabine. Mostrava os erros e acertos a Oswaldo, que os repassava aos jogadores. Nada escapava.

A voz rouca é a consequência física do trabalho. Os gritos de incentivo nos treinos transformaram a pré-temporada em Saquarema numa espécie de final diária de Copa do Mundo. Na quarta-feira, a atividade até as 19h45 chamou a atenção do presidente.

“Quem contratou esse cara tarado por treino?”, brincou.

O desempenho dos jogadores neste início de temporada tem deixado Hungaro tranquilo, apesar da lamentação pela saída do craque Seedorf: “É um jogador que faz falta para qualquer time do mundo. Mas os primeiros indicativos nos dão a confiança de que o time responderá bem à saída dele.”

Nos momentos de lazer, a companhia da mulher, Roberta, das filhas, Livia e Julia, e do primeiro neto, Lucas, e o som de uma boa MPB lhe bastam.

“É a situação que me dá mais prazer. Gosto de música, embora não seja tão velho, sou da velha guarda e gosto de Roberto Carlos e de MPB”, revela Hungaro.