Por pedro.logato

Rio - A greve geral iniciada na quarta-feira, na Argentina, atrasou a volta da delegação do Botafogo e deu uma espécie de sobrevida a Eduardo Hungaro, mas ela não deve durar muito. O voo trazendo jogadores e comissão técnica está previsto para chegar hoje e, até o fim da tarde, a diretoria se reunirá para selar a saída do treinador.

O presidente Mauricio Assumpção e o vice de futebol Chico Fonseca ficaram no Rio de Janeiro para tentar resolver a questão dos salários atrasados e falaram com os gerentes Aníbal Rouxinol e Sidney Loureiro, que foram para Buenos Aires, por telefone.

Hungaro deve deixar o comando do FogãoAndré Mourão / Agência O Dia

Em princípio, os dirigentes que viajaram disseram que Hungaro seria mantido, mas o discurso foi utilizado apenas para ganhar tempo. A situação deve ser definida nesta sexta, durante o encontro da cúpula de futebol.

A crise financeira poderia ser um forte motivo para a permanência do técnico, mas nos bastidores do clube todos acreditam que uma mudança se faz necessária depois das decepções no Carioca e na Libertadores. Além do desgaste com a torcida pelos resultados, Eduardo Hungaro também viu sua relação com os jogadores ficar estremecida depois da derrota para o San Lorenzo. Ele criticou duramente o time, deixando os atletas insatisfeitos.

A tendência é que tudo seja resolvido o mais rápido possível para que a equipe consiga fazer uma preparação satisfatória visando a estreia no Campeonato Brasileiro, dia 20, contra o São Paulo, no Morumbi. Após o planejamento falho no início da temporada, o Botafogo espera se reerguer com boas campanhas tanto na competição por pontos corridos quanto na Copa do Brasil.

Para tentar aliviar o ambiente, a diretoria corre para cumprir o prometido aos jogadores e pagar os salários de março até o fim desta semana. Caso isso não ocorra, os protestos dos atletas devem voltar a acontecer.

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