Por fabio.klotz

Rio - Pela primeira vez desde que chegou ao Botafogo, em abril, Vagner Mancini tem seu trabalho questionado. A causa não é nem o rendimento do time, mas os nervos à flor da pele de Dankler e Airton, que provocaram duas expulsões cruciais em derrotas nas duas últimas rodadas do Brasileiro, para Atlético-MG e São Paulo. Por não permitir a participação de psicólogos na preparação dos atletas, o treinador está sendo responsabilizado pela diretoria pelos maus resultados.

Mancini começa a ser contestadoAndré Mourão

Diferentemente de seu antecessor, Oswaldo de Oliveira, Mancini não possui um trabalho integrado com a psicologia e até solicitou a demissão dos profissionais José Anibal Marques e Eduardo Cillo. A cúpula de futebol rejeitou o pedido, mas os dois foram encostados e não participam mais ativamente do dia a dia do grupo.

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Os dirigentes creditam as expulsões de Dankler e Airton à falta da integração entre o técnico e os psicólogos. Principalmente a do volante, quarta-feira, contra o São Paulo, no Mané Garrincha, em Brasília. Ele lembrou seu passado e, propositalmente, pisou na cabeça de Pato.

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Dois pontos à frente da zona de rebaixamento, Vagner Mancini terá um jogo crucial, contra o Internacional, domingo, em Porto Alegre. Se perder, pode terminar a rodada entre os quatro últimos, o que aumentaria o questionamento sobre sua maneira de comandar o time.

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Com Oswaldo disponível no mercado, a pressão sobre Mancini aumenta a cada derrota. E o crédito por conseguir administrar o grupo, mesmo com a grave crise financeira, vai diminuindo proporcionalmente.

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