Por pedro.logato

Bahia - Em um ato de autoritarismo, Maurício Assumpção reapareceu após meses recluso e incendiou, de vez, o ambiente do Botafogo. E no pior momento possível: em meio à luta do time para sair da zona da degola do Brasileiro. O presidente demitiu Bolívar, Edilson, Julio Cesar e Emerson Sheik, sem explicações concretas, e jogou uma bomba no colo de Vagner Mancini, que colocou o cargo à disposição, mas foi convencido a ficar. Tudo isso na véspera do decisivo jogo contra o Vitória, neste sábado, às 16h20, no Barradão.

Botafogo joga no BarradãoMárcio Mercante

Dos quatro dispensados, Bolívar, Edilson e Sheik eram titulares absolutos, constatação que põe em xeque o argumento de Assumpção relacionado à questão técnica. Julio Cesar vinha iniciando os jogos até ser suspenso por quatro partidas por xingar o árbitro contra o Bahia.

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A decisão estaria ligada à postura dos atletas na relação com a diretoria. Líderes do elenco, eles acabaram pagando o pato por cobrarem e criticarem os dirigentes abertamente pela demora para solucionar a crise financeira.

“Essa conta é minha. O que posso dizer é que não houve indisciplina. Alguns discursos não eram colocados em prática. Não são coisas que eu concordo. Estava se colocando a parte financeira como causa de tudo, e não é. Estavam encobrindo responsabilidades”, afirmou Maurício, dizendo que matutou a decisão por um mês.

Os jogadores souberam da demissão na noite de quinta-feira, mas, mesmo assim, foram ao treino ontem de manhã, no Engenhão. Informados pelo gerente Wilson Gottardo sobre a situação, Bolívar e Julio Cesar se irritaram e deixaram o campo.

Edilson e Sheik chegaram depois e voltaram rapidamente para o vestiário. Após deixarem o estádio, os quatro se reuniram na casa de Emerson Sheik, na Barra, para planejar uma ação conjunta contra o clube na Justiça.

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