Por pedro.logato

Rio - Quando Jobson chegou à sala de entrevistas, todos esperavam por um pedido de desculpas pelo pênalti perdido contra o Figueirense e por ter desobedecido à ordem do técnico Vagner Mancini, que havia escolhido o menino Murilo. Mas Jobson é indomável. Falando o que pensa, ele foi pelo caminho inverso do politicamente correto, mostrando uma responsabilidade que jamais tivera em suas passagens anteriores pelo clube.

“Não me arrependo. Peguei para bater, ninguém pegou e ainda me deram a bola. Desculpe a palavra, mas assumir a ‘picanha’ ninguém quer. Não sou irresponsável. Não me acho. Estou jogando lesionado para ajudar o Botafogo. Contra o Fluminense, todo mundo percebeu que eu não tinha condições. Estou me curando de uma lesão (contratura muscular) que a maioria dos jogadores nem andaria. Estou me tratando três vezes por dia. Irresponsável, eu não sou”, disse Jobson.

Jobson chamou responsabilidade após derrotaVitor Silva / SS Press

O atacante admitiu que bateu boca com Vagner Mancini depois do jogo em São Januário. Na coletiva, o treinador o chamou de irresponsável por ter cobrado a penalidade sem autorização e colocou em dúvida sua participação na partida contra a Chapecoense, no domingo.

Mas Jobson garantiu que estará em campo. “Tivemos uma conversa hoje (quinta). Eu tive atitude de homem de falar o que sentia. Se discutimos no vestiário, foi querendo ganhar. Se ele falou coisas comigo, eu respondi. Sou pai de família, tenho esse direito. Conversamos e vou para o jogo. Vão me crucificar porque perdi um pênalti e se eu faço e mudo a história do jogo?”, questionou o jogador.

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Ele admite estar muito triste com a situação alvinegra. “Não estou muito bem da cabeça. Nem dormi por causa do pênalti. Assumo as responsabilidades e peço desculpas aos torcedores e meus companheiros. Se tiver outro pênalti, bato de novo. Tenho personalidade para isso. Acertar ou errar faz parte”, revelou.

SOBROU PARA O PRESIDENTE

A metralhadora giratória de Jobson atingiu até a alta cúpula da diretoria. Ontem, o presidente Maurício Assumpção, que na terça-feira, dia de eleição no Botafogo, saberá quem será seu sucessor, reuniu os jogadores no centro do gramado justamente quando completava sete meses a dívida com direitos de imagem e três na carteira de trabalho.

“Depois que fui reintegrado, o Botafogo já estava cheio de problemas, fizeram um monte de m... aqui. Não adianta falar que sou o culpado por ter perdido um pênalti. Isso não é justo, vamos falar a verdade. O que sinto é tristeza. Tive chance de fazer 1 a 0, e o Botafogo poderia respirar no jogo”, destacou Jobson.

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