Carlos Eduardo explica crise financeira do clube e desejo de manter Jefferson

Presidente também disse que deseja utilizar o Engenhão para a disputa do Campeonato Carioca

Por O Dia

Rio - Eleito na madrugada desta quarta-feira, o presidente Carlos Eduardo Pereira, representante máximo da Chapa Ouro, já assumiu o comando do Botafogo pensando na crise financeira que assola o clube, que está com dinheiro bloqueado para movimentação.

"Já identificamos que o clube possui bloqueada uma importância de R$ 7,5 milhões. Nossos advogados já acionaram em juízo para que o dinheiro seja transferido para uma outra conta da Fazenda e assim resolvemos essa questão. O dinheiro está bloqueado e como estamos num processo de adesão ao Refis, que deve ser pago sexta-feira, totaliza uma quantia aproximada a esse montante. A ideia é transferir os recursos bloqueados para a Fazenda até pagarmos as parcelas", disse o presidente.

Apoiado pelo 'Capita', Carlos Eduardo Pereira vence a eleição no Botafogo

Carlos Eduardo Pereira quer Jefferson no clube em 2015André Mourão

Sobre Jefferson, Carlos Eduardo Pereira é direto: quer a permanência do goleiro. O presidente acredita que, caso capitão alvinegro queira seguir em General Severiano, o Botafogo fará de tudo para mantê-lo.

"Jefferson tem contrato com o Botafogo e está dentro do nosso planejamento mantê-lo no plantel. O Botafogo tem uma tradição na Seleção, e o Jefferson, tendo interesse de continuar, nós encontraremos uma forma de mantê-lo. Não podemos abrir mão do nosso principal ídolo. Vamos fazer tudo que for possível para preservá-lo", comentou Carlos Eduardo.

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O Engenhão também não foi esquecido. O novo mandatário do Botafogo quer usufruir do estádio já no Campeonato Carioca, mesmo que não possa usá-lo por inteiro.

"Vamos falar com o prefeito para falar da devolução do estádio. Contamos com ele para o Carioca, nem que seja só o anel inferior. Vamos conversar com o prefeito, entender esse processo e levar a ele o prejuízo que o Botafogo teve com a interdição. Nossa ideia é o diálogo e, se não for possível, podemos pensar em outras medidas", concluiu.

Colaborou Edsel Britto