Botafogo: Time da estrela solidária

Campanha surpreendente no Carioca une o grupo Alvinegro, que mantém os pés no chão apesar da ótima fase

Por O Dia

Rio - O patinho feio está se embelezando a cada rodada. Líder isolado, dono do melhor ataque e da segunda defesa menos vazada, o Botafogo surpreende até os alvinegros com a campanha invicta no Carioca. Somente quem participou da formação do elenco comandado por René Simões não alardeia o bom desempenho no início da temporada e espera continuidade.

“O foco sempre foi estar entre os quatro primeiros. Não diria que é surpreendente a campanha. Logicamente, estamos muito felizes pelo trabalho da comissão técnica e dos jogadores. E esperançosos de que eles conseguirão manter este nível. Ainda tem muita água para rolar”, disse o vice de futebol, Antonio Carlos Mantuano, contido.

O trabalho coletivo e solidário fez do Botafogo um time unido e mais forte até aqui na temporadaVitor Silva / SS Press

Único grande do Rio que não disputará a Série A do Brasileirão, o Alvinegro era visto como a quarta força do estado por conta da reformulação total do elenco após o rebaixamento e a mudança de diretoria. Foram justamente estes fatores que permitiram a colheita de frutos tão rapidamente.

A grave situação financeira, apesar de não resolvida, foi ao menos domada e proporcionou tranquilidade para René Simões trabalhar o time. Os jogadores contratados aceitaram e incorporaram a filosofia do treinador. Por conta deste veloz entrosamento, o trabalho do gerente de futebol, Antônio Lopes, é cada vez mais valorizado dentro do clube.

“A campanha é resultado do trabalho da comissão técnica e do Antônio Lopes. A partir do momento que se trabalha com seriedade, os anseios são atingidos”, analisou Mantuano. Na terça-feira, o vice de futebol teve a primeira reunião com o representante de Jobson para tratar da renovação. A expectativa é que ela aconteça sem complicações.

Herói alheio aos holofotes

Quis o destino que o primeiro gol de Tomas pelo Botafogo fosse justamente o da vitória sobre o arquirrival Flamengo. Assediado pela imprensa, o herói do clássico precisou vencer a timidez para conceder sua segunda entrevista coletiva desde que chegou.

“Não gosto muito de dar entrevistas. Se pudesse não estaria aqui (risos). Mas se eu continuar com gols, vou ter que voltar sempre”, brincou o camisa 11. Para aumentar o desconforto de Tomas, Pimpão, Carleto e Bill acompanharam a coletiva e riram das respostas do meia, que levou a situação numa boa.