Rio - A aposentadoria de Jefferson ainda está distante, mas as atitudes do capitão alvinegro no dia a dia mostram o caminho que ele deverá seguir depois de pendurar as luvas. À vontade no papel de líder, o goleiro se tornou uma espécie de auxiliar do técnico Ricardo Gomes, dentro de campo, durante treinos e jogos. Ídolo também dos companheiros, o camisa 1 é ouvido atentamente por todos no grupo.
Já se foi o tempo em que Jefferson deixava a timidez tomar conta de seu comportamento no Botafogo. A liderança veio muito mais pela técnica do que pelo talento nato para exercê-la. Experiente e com nível de Seleção, o goleiro procura participar ativamente de tudo que acontece nas atividades e se tornou a extensão do comandante.
Na manhã de ontem, em General Severiano, Ricardo Gomes buscou aperfeiçoar o setor defensivo, que foi muito mal no amistoso diante da Desportiva, e ganhou a ajuda direta do capitão. Jefferson ‘ensinou’ ao jovem Emerson como ele deve marcar os atacantes nas jogadas aéreas, trocou uma ideia com Luis Ricardo e conversou com Gegê.
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Tudo para que os erros sejam minimizados na estreia do Carioca, sábado, contra o Bangu. “A gente sempre procura ouvir o Jefferson. Ele vê tudo lá de trás e nos orienta na marcação e defensivamente. Procuro sempre me concentrar no que ele fala para melhorar”, contou Gegê.
Seja fazendo milagres para evitar gols dos adversários ou auxiliando Ricardo Gomes na orientação do time, Jefferson será o pilar fundamental para sustentar o clube no retorno à Série A do Campeonato Brasileiro.
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“Acho que não tenho que provar nada a ninguém. Não me preocupo em ser ídolo. Ídolo o Botafogo já tem, que é o Jefferson. Procuro ajudar o máximo que posso para fazer o Botafogo a vencer. Gosto do que faço, independentemente do que falam”, afirmou.