Por pedro.logato

Rio - Fechado nos anos de 2013 e 2014, o estádio do Engenhão pode ter sido interdidato sem nenhum risco. Segundo a rádio CBN, a análise feita pela DFA Engenharia e pela Controlatto concluiu que a cobertura do estádio do Botafogo não apresentava nenhum defeito e que a obra de R$ 100 milhões foi desnecessária.

Segundo o laudo, as falhas encontradas eram diferenças normais para construções de grande porte e que não havia sinal de desgaste. As ferrugens nos arcos de sustentação, que se tornaram símbolo do problema, eram, na verdade, falta de manutenção da pintura.

Engenhão ficou fechado por quase dois anosDivulgação

O estádio foi interditado em 26 de março de 2013. Três meses depois, prefeitura, Odebrecht e OAS fecharam um acordo para que o consórcio das empresas fizesse o reparo na cobertura, arcando com os custos.

Segundo a CBN, o consórcio RDR, formado por Racional, Delta e Recoma e que foi responsável pela primeira parte da obra, briga na Justiça contra o consórcio Engenhão, formado por Odebrecht e OAS. A Odebrecht tenta receber cerca de R$ 100 milhões, alegando que falhas haviam sido causadas por erros no projeto.

O estádio foi reaberto no dia 7 de fevereiro em duelo pelo Campeonato Carioca de 2015, quando o Botafogo goleou o Bonsucesso por 4 a 0. Em nota, o Consórcio Engenhão informou que qualquer manifestação técnica será feita apenas na esfera judicial. Leia a íntegra da nota:

“O Consórcio Engenhão reafirma que sempre pautou suas ações tendo como premissa a segurança das pessoas, com o amparo de laudo elaborado pela empresa alemã Schlaich, Bergermann und Partner (SBP) – maior especialista mundial no assunto. O tema continua “sub judice” e qualquer manifestação técnica do Consórcio Engenhão se dará exclusivamente no âmbito da respectiva demanda judicial. O Consórcio Engenhão ressalta, ainda, que a reforma da cobertura do estádio foi realizada sem quaisquer ônus aos cofres públicos, deixando a responsabilidade sobre os custos a ser tratada judicialmente entre o Consórcio Engenhão e o Consórcio RDR.”

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