Ex-goleiro do Botafogo sofre edema cerebral após tentativa de assalto no Rio

Max ficou cinco anos no clube e está internado em observação

Por O Dia

Rio - Após uma tentativa de assalto em Duque de Caxias, estado do Rio, o ex-goleiro Max, que teve longa passagem pelo Botafogo, sofreu um edema cerebral e assustou a família, tendo que ser internado para observação e pode ter sequelas por conta do problema.

Segundo Marilsa Faislon Luzia, esposa do ex-jogador, a tentativa de roubo aconteceu há 20 dias atrás. O susto foi grande, mas os ladrões não levaram nada material.

Max foi goleiro do BotafogoMárcio Mercante / Agência O Dia

"Nós sofremos um assalto perto da nossa casa, em Duque de Caxias. Os bandidos jogaram o carro para cima da gente e vieram de frente. O Max teve uma fratura na mão, na mão direita. Eram quatro caras com escopetas. Foi muito tenso. Quando os caras entraram no carro, o carro não andava. Teve perda total. Isso aconteceu há 20 dias", afirmou Marilsa, em entrevista ao 'Globoesporte.com'.

A princípio, Max teria sofrido apenas a fratura na mão. Demorou para que o edema se manifestasse, mas numa sexta-feira, o ex-goleiro acordou confuso, falando frases sem sentido, e a esposa explicou sua situação atual.

"Na sexta passada, ele acordou falando coisas sem sentido, sem nexo. Eu acordei muita assustada. Ainda não sei onde ele bateu com a cabeça. Mas nós achamos que ele bateu no para-brisa do carro, porque ficou quebrado. Comecei a procurar um médico porque a cabeça dele estava doendo muito. Na tomografia, apareceu um edema. Nós fomos correndo para os médicos na segunda e, na segunda mesmo, conseguimos interna-lo. Ele está internado e ainda está com muita confusão, ainda está confuso com as coisas. A gente não sabe de nada ainda (se ele terá sequelas). Nós estamos muito arrasados."

Com passagens por clubes de menor expressão do Rio de Janeiro, como Portuguesa, Friburguense, América e Bangu, os cinco anos no Botafogo representaram a melhor fase da carreira de Max, que fez mais de 80 jogos pelo clube.