Por fabio.klotz

Rio - Se num passado não muito distante o azul celeste do Uruguai era a cor da moda no Botafogo, agora é o laranja que dá as cartas. A relação com a Holanda vai bem mais além do que ter Seedorf como estrela. O estilo de jogo alvinegro remete ao famoso carrossel holandês, que encantou o mundo em 1974.

Lodeiro e Seedorf: dupla de sucessoAndré Mourão / Agência O Dia

Para os mais novos, vale lembrar que o Brasil chegou à Copa como favorito, após o tri no México, em 1970. No entanto, nas semifinais, o time canarinho foi eliminado ao perder por 2 a 0 para a Holanda que jogava futebol revolucionário, sem posições fixas.

O esquema de muita velocidade e troca constante de posições também é usado pelo time carioca. O zagueiro Bolívar, por exemplo, fez quatro gols, só um a menos que o centroavante Rafael Marques.
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A artilharia da equipe ficou com os meias: Lodeiro e Seedorf, com oito e sete gols, respectivamente. Além do craque holandês, dois jogadores alvinegros atuaram no país. O uruguaio Lodeiro passou três temporadas no Ajax e foi bicampeão por lá. Já o zagueiro André Bahia jogou sete anos no Feyenoord.
MARKETING ENTRA NA ONDA
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Aproveitando a atual "afinidade" entre Botafogo e Holanda, o departamento de marketing do Alvinegro não perdeu tempo e fez uma camisa comemorativa do título carioca embarcando na onda: ‘Glorieuze Kampioen 2013’, destaca, em holandês.
Ídolo alvinegro, o atacante Jairzinho, que estava em campo com a seleção brasileira no dia 3 de julho de 1974, na vitória laranja, não vê muitas semelhanças entre os esquemas das duas equipes: “O Botafogo joga o futebol brasileiro, que é diferente do holandês, apesar de ter o Seedorf”.
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Jairzinho ressalta os méritos do técnico Oswaldo de Oliveira: “No início, ninguém acreditava no Botafogo, e o mérito dessa mudança é do Oswaldo, que deu um padrão de jogo. Ao contrário da Holanda, que perdeu em 74 e 78, o Botafogo foi campeão”.
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