Por pedro.logato

Rio - Na terra em que se plantando tudo dá, já não crescem camisas 10 como Zico e Rivellino. A entressafra faz com que os clubes importem soluções. Fluminense, com Conca, e Flamengo, de Lucas Mugni, encontraram no futebol argentino a semente para fazer brotar criatividade no meio-campo de cada time. O primeiro, ídolo, e o segundo, ainda em busca da afirmação, medem força no domingo.

Lucas Mugni vem tendo boas atuações pelo FlamengoAlexandre Brum / Agência O Dia

De Mugni, 22 anos, a diretoria rubro-negra espera colher bons frutos no futuro. A oscilação inerente ao período de adaptação fez seu futebol ser questionado pela torcida. Mas contra o Palmeiras, o meia mudou o jogo e, por isso, será titular no Fla-Flu. O camisa 10 da Gávea dá sinais de evolução, embora esteja longe de criar raízes no Rio. Segundo ele, a saudade de casa tem sido seu marcador mais eficiente:

“É muito ruim essa distância. Recebi recentemente a visita do meu irmão, da minha irmã e do meu sobrinho. Isso foi muito importante para este momento que estou vivendo”, disse Mugni, que emendou:

“É a primeira vez que moro longe de Santa Fé. É muito difícil. A visita dos meus irmãos me ajudou a jogar mais tranquilo. Agora vêm mais dois amigos. E durante a Copa vou para Santa Fé”.

Conca é um ídolo do FluminenseMárcio Mercante / Agência O Dia

Solteiro, novo morador da Barra da Tijuca, Mugni ainda não teve tempo de desfrutar da noite carioca e tampouco da ‘fauna feminina’ da cidade. Jayme de Almeida compreende as dificuldades e garante ter paciência. Dentro de campo, o treinador já identificou que precisa podar o excesso de vontade do argentino.

“Às vezes, ele quer fazer tudo ao meus tempo: buscar a bola na defesa, atacar, ir atrás de lateral... Estamos trabalhando para colocá-lo numa posição em que ele produza mais. Ele tem muita vontade de acertar, e às vezes exagera um pouco”, analisou Jayme.

Para o técnico Cristóvão Borges, os clubes buscam na superioridade econômica em relação aos vizinhos sul-americanos a solução para a aridez do terreno brasileiro. “O futebol argentino sempre teve uma cultura de qualidade técnica, como a do Brasil. Conca e Mugni são assim. Os clubes agora têm mais possibilidade de trazer mais jogadores.”

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