Com distorções políticas e termos prolixos, notas oficiais 'roubam a cena'

Clubes e Federação tem abusado de publicações em 2015

Por O Dia

Rio - O Campeonato Carioca de 2015 já está na reta final da fase classificatória, porém, a competição ainda não conseguiu empolgar os torcedores dentro de campo. Fora dele, uma peculiaridade tem chamado a atenção de quem acompanha o futebol: a quantidade de notas oficiais divulgadas por clubes e pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro. De um lado, Ferj, Vasco e Botafogo, do outro lado Fluminense, Flamengo e Consórcio Maracanã. A polêmica se deve devido aos valores dos ingressos das equipes do Maior do Mundo.

Federação abusa de termos prolixos em notas oficiaisDivulgação

Cada instituição tem a sua característica nas notas oficiais. Pelo lado da Ferj, a utilização de termos prolixos tem dado o tom das mensagens da Federação. Para criticar Flamengo e Fluminense, a entidade já utilizou termos como "mitomania", "turpitude", "catatimia". Expressões muito pouco utilizadas e desconhecidas do grande público.

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Adversário político da Ferj, o Tricolor costuma utilizar notas oficiais utilizando um tom político. O Flu já comparou as medidas da Federação que não agradaram a diretoria do clube ao "Ato Institucional - número 5", que criava a censura de imprensa durante o governo de Costa e Silva na Ditadura Militar. Em outra ocasião, o presidente do Fluminense comparou a atuação de Eurico Mirando a do ex- presidente venezuelano, Hugo Chávez, morto em 2013.

Flu já comparou a Ferj a Ditadura MilitarAndré Luiz Mello / Agência O Dia

Clube um pouco mais ponderado, o Flamengo também tem abusado das notas oficiais. O clube da Gávea constuma adotar um tom mais objetivo, já tendo proposto em alguns momentos soluções ao impasse, como a criação de uma Liga Carioca para o ano de 2016.