Unidos contra a Ferj, Fla e Flu disputam um clássico decisivo no Maracanã

Opositores da federação, clubes sonham em fundar uma liga

Por O Dia

Rio - Fla-Flu é sinônimo de rixa, seja no esporte, na política ou em qualquer outro campo. E sempre será. Neste domingo, às 18h30, no Maracanã, a rivalidade que começou 40 minutos antes do nada dará, pela 401ª vez, graça ao clássico mais charmoso do país. Mas, fora dele, Flamengo e Fluminense nunca estiveram tão unidos. Únicos opositores da Federação de Futebol do Estado do Rio (Ferj), sonham em fundar uma liga e dar o grito de independência.

Fla-Flu terá o duelo de artilheiros entre Marcelo Cirino e FredUanderson Fernandes e André Mourão

Dois clubes que já eram rivais mesmo sem nunca terem se enfrentado. Vencer é questão de honra desde que, de uma briga nas Laranjeiras, nasceu o primeiro time de futebol da Gávea. Um antagonismo que divide o Maracanã há mais de cem anos.

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Em jogo, nesta noite, a liderança do Rubro-Negro e a classificação do Tricolor, além da briga pela artilharia do Campeonato Carioca, entre Marcelo Cirino e Fred. Paradoxalmente, os dias que antecederam o clássico serviram para tornar Fla e Flu ainda mais próximos. A suspensão de dois jogos imposta a Vanderlei Luxemburgo pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Rio, segunda-feira, por ter dito que a imprensa deveria “dar porrada” na Federação, acabou por reforçar a posição dos dois clubes contra a Ferj.

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Na TV, quinta-feira, os presidentes de Fla e Flu, Eduardo Bandeira de Mello e Peter Siemsen, respectivamente, sentaram lado a lado para um debate com o principal dirigente da Federação, Rubens Lopes. Entre farpas e acusações, os representantes dos maiores campeões cariocas da história reafirmaram a ruptura com a entidade.

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No mesmo dia, mais tarde, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva revogou o efeito suspensivo que havia concedido a Vanderlei na véspera. Sexta-feira, o técnico, ao encerrar a entrevista coletiva no Ninho do Urubu, vedou a boca com um esparadrapo, em protesto. E sábado, as faixas “Fora, Ferj! Chega de Amadorismo”, em frente à sede da entidade, no Maracanã, e “Nunca irão nos calar”, na Gávea, completaram a semana. Em dia de Fla-Flu, no entanto, nada mais importa. Afinal, quem joga usa chuteira e meião.