Rubens Lopes afirma que Fred estava de 'cabeça quente' e minimiza críticas

Presidente da Ferj disse que críticas do atleta foram menos graves que as de Luxa, mas não descarta punição do TJD-RJ

Por O Dia

Rio - O presidente da Ferj, Rubens Lopes, comentou nesta segunda-feira, as declarações do atacante Fred, após a derrota do Fluminense para o Flamengo, no domingo. O jogador, após ser expulso, em jogada polêmica com Anderson Pico, esbravejou na beira do campo e disse que o Campeonato Carioca deveria acabar. Principal representante da entidade máxima de futebol do Rio de Janeiro, Rubinho preferiu minimizar as críticas do jogador tricolor.

Fred disparou críticas e pediu o fim do Campeonato CariocaBruno de Lima

"Foi no calor de uma disputa, por causa do que aconteceu no Fla-Flu. O Fred é um ídolo. Isso é mais da emoção que da razão (...) O término do Campeonato Carioca desemprega 3 mil famílias, que vivem dos mais variados clubes e atletas, que vivem e sobrevivem do futebol. O Fred, hoje um craque nacional, jogador de Seleção, começou em um time pequeno. Ele teve início em divisões inferiores, jogou no América de Belo Horizonte, que é um clube de médio porte, não é um clube de ponta. Foi em função do Campeonato Mineiro que ele se transferiu para o Cruzeiro. Depois foi para o Lyon e se transformou efetivamente no Fred. Os clubes menores e os campeonatos regionais são a fonte de alimentação das grandes equipes", disse em entrevista ao Sportv.

Sobre uma possível punição ao jogador, Rubens Lopes afirmou que cabe a procuradoria do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio. Porém, apesar disso, o dirigente preferiu tratar as críticas de Fred de uma maneira diferente as feitas por Vanderlei Luxemburgo.

"Nós temos entender que existem duas diferenças em relação à entrevista que o Luxemburgo deu e o pronunciamento do Fred. A entrevista do Luxemburgo foi depois do jogo, já tinha passado toda aquela emoção. O Fred deu no momento da emoção do próprio jogo, são duas coisas distintas. Não estou dizendo com isso se o Fred vai ser denunciado ou não. Isso cabe à procuradoria do TJD-RJ", finalizou.