Um ataca, o outro defende na decisão

Final de domingo coloca de novo frente a frente força ofensiva do Botafogo e qualidade da zaga do Vasco

Por O Dia

Rio - Com a derrota por 1 a 0 no primeiro jogo da final do Carioca, o Botafogo precisará mais do que nunca de seu ataque, o que não seria problema se do outro lado não houvesse a sólida defesa vascaína. Se o Glorioso tem o ótimo desempenho de 40 gols em 20 jogos e havia marcado em todas as partidas em 2O15 até domingo, quando passou em branco pela primeira vez, o sistema defensivo vascaíno também tem sido dos mais eficientes, com apenas 15 gols sofridos em 20 jogos oficiais na temporada.

Equipes finalistas têm virtudes diferentesJoao Laet

Exaltado pelo técnico René Simões, o DNA ofensivo do Botafogo será de grande importância para que o time continue sonhando com o título. Afinal, a missão não é das mais fáceis. O Vasco será campeão se não sofrer gol, algo que aconteceu com frequência em 2015: foram 10 jogos sem a defesa ter sido vazada. Para piorar para o lado alvinegro, a dupla de zaga Rodrigo e Luan só levou dois gols enquanto esteve em campo.

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“O mérito da defesa é por ser bem protegida. Todos estão preocupados em defender. Se não tomarmos gol, seremos campeões. Não podemos achar que já ganhamos. Temos que ter precaução”, advertiu o técnico Doriva.

Apesar da situação delicada, a torcida do Botafogo também tem motivos para não se desesperar. Para ser campeão sem disputa por pênaltis, o Glorioso precisará vencer por dois ou mais gols de diferença, o que conseguiu em sete vitórias nesta temporada.

“Temos um time de guerreiros, que se entrega ao máximo. No domingo, não vai ser diferente. Já passamos por isso e podemos fazer de novo. Vamos com tudo”, garantiu Renan, lembrando que o Glorioso também perdeu o primeiro jogo da semifinal contra o Fluminense.

Outro motivo que tranquiliza elenco e comissão técnica é que, apesar de o Vasco ser o primeiro clube a não sofrer gol do Botafogo em 2015, o time criou inúmeras chances. Uma delas foi de Willian Arão, que chutou no travessão aos 43 minutos do segundo tempo, mas não desanimou: “Foi no detalhe. A bola que chutei bateu no travessão e a deles entrou. Agora temos que fazer o resultado.”