Por pedro.logato

Chile - Segundo um ditado futebolístico, “em time que está ganhando, não se mexe”. O técnico Dunga, porém, prefere o mistério a dizer se concorda — ou não — com este lema. Mesmo após a apertada vitória (2 a 1) sobre o Peru, ele não deu pistas se vai manter a formação da estreia da Copa América ou se mudará a escalação do Brasil para enfrentar a Colômbia, às 21h (de Brasília), no Estádio Monumental David Arellano. Se vencer, a Seleção garantirá vaga antecipadamente às quartas de final.

Embora tenha à disposição o meia Philipe Coutinho, que foi desfalque contra os peruanos devido a um edema na coxa esquerda, o treinador não deu pistas se irá barrar Fred. O atacante Firmino é outro cotado para entrar em campo, na vaga de Diego Tardelli, que não agradou na estreia. Dunga, porém, não dá pistas da equipe que irá a campo.

Seleção brasileira enfrenta a Colômbia nesta quarta-feiraReuters

Confiante, Dunga preferiu falar da Colômbia, contra quem iniciou sua segunda passagem como treinador do Brasil, em agosto de 2014 — a Seleção venceu por 1 a 0, em Miami, com gol de Neymar. “Tanto nós quanto eles estamos mais maduros. A Colômbia continua forte e competitiva", resumiu Dunga, que não acredita que o adversário terá mudanças significativas em relação à derrota para a Venezuela na estreia na competição.

“Não acho que a Colômbia vá mudar muito. Provavelmente jogará mais concentrada, mais determinada. O jogo será difícil, como vem acontecendo em todos na Copa América. Mas quem está no comando tem que ter tranquilidade e equilíbrio para saber fazer o que é certo”, disse.

Confira o retrospecto entre Brasil e ColômbiaInfografia O Dia

Invicto e com 100% de aproveitamento no comando da Seleção (11 jogos e 11 vitórias) desde que voltou ao cargo, após o Mundial, Dunga terá na Colômbia o adversário ideal para manter sua invencibilidade — desde os tempos de jogador, ele jamais foi derrotado. Mesmo assim, prometeu uma atuação melhor do que contra o Peru.

“A gente vai tentar melhorar a parte técnica, erramos alguns passes, é normal para a estreia, pela ansiedade de querer jogar e vencer. É natural que nesse jogo a gente aprimore isso pela qualidade dos jogadores. Vai ser um jogo bem melhor”, garantiu.

Zúñiga evita polêmica em reencontro

O lance ainda está vivo na memória de muitos brasileiros. Estádio Castelão, em Fortaleza, 41 minutos do segundo tempo, a Seleção vence a Colômbia por 2 a 1, nas quartas de final da Copa do Mundo, quando Zuñiga dá uma joelhada nas costas de Neymar, O camisa 10 se contorce de dor no gramado, é substituído e o Mundial acaba para ele — teve fratura na terceira vértebra lombar.

Pouco mais de um ano depois, Zuñiga e Neymar estarão frente a frente novamente. O duelo de hoje, pela segunda rodada do Grupo C da Copa América, nem marcará o primeiro reencontro entre eles — se enfrentaram e se reconciliaram em um amistoso, ano passado, em Miami (EUA) — e será, segundo o colombiano, tranquilo.

“Está tudo bem com Neymar. Já ficou no passado. Vou jogar contra o Brasil como joguei contra a Venezuela, é um jogo normal. Espero que não armem uma polêmica sobre isso”, disse Zuñiga, disposto a fugir de qualquer saia justa.

Para o técnico Dunga, o lance de Zúñiga foi de jogo. Ele preferiu enaltecer a força da Colômbia: “É uma equipe de qualidade, com jogadores muito competitivos, com capacidade para jogar em espaço reduzido.”

Sem depender do camisa 10

O goleiro Jefferson negou ontem que a Seleção dependa de Neymar, fazendo uma comparação inusitada para representar a relação entre os jogadores. “Alguns têm que carregar o piano para que outros possam tocar. Neymar chama a responsabilidade pelo jogador que é, mas temos outros que podem fazer a diferença”, disse.

Jefferson defende o estilo alegre, ousado e vertical do craque: “Neymar é o protagonista, capitão, diferenciado, fora do normal. É um privilégio jogar com ele.”

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