Por pedro.logato

Rio - Maior esperança do Brasil, Neymar viu a outra face da moeda pela primeira vez. Após a expulsão e a atuação ruim contra a Colômbia, foi criticado por ter prejudicado a equipe. Por outro lado, a pressão sobre o jogador, de 23 anos, é gigantesca. O início da Copa América mostrou que o time é ‘Neymar e mais 10’, com toda a responsabilidade de um país humilhado em casa no Mundial nas costas dele.

Foco de todas as atenções dentro e fora dos campeões, ele pode não estar pronto para enfrentar toda essa pressão, diferentemente do que fez outro craque brasileiro há 50 anos em uma Copa do Mundo.

Neymar se envolveu em polêmica contra a Colômbia e foi expulsoReuters

“Em 62, não tinha pressão porque eu jogava com atletas de grande qualidade. Não tinha Pelé, mas havia Garrincha, Nilton Santos, Zito... Era uma seleção que podia suportar a ausência de Pelé”, conta Amarildo, que substituiu o Rei no Mundial do Chile. Ele adverte que a Seleção não pode depender apenas de um jogador:

“É uma desmoralização para a seleção brasileira depender só de Neymar. Ele não tem que ter essa carga e pode até ter sido afetado por isso. Essa dependência mostra que a Seleção não está preparada.”

A psicóloga Suzy Fleury reclama da falta de atenção ao lado psicológico dos jogadores. “Mais uma vez, estamos diante do despreparo psicológico da seleção brasileira, repetindo cenas vividas na última Copa do Mundo. É preciso aprender com os erros e fazer ajustes para que os resultados sejam melhores, especialmente em relação à competência emocional”, disse Suzy.

Ela também comentou que Neymar passa por um momento de fragilidade emocional: “Quando um jogador se distrai com juiz, torcida e outros fatores externos, mostra que não está concentrado. A dependência do time aumenta ainda mais a preocupação dele em campo. Mas como um time, ou uma seleção, pode ser estruturado em apenas um jogador? Nem se ele fosse um super-homem.”

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