Por ulisses.valentim

Bahia - Os 12 estádios escolhidos para a Copa do Mundo de 2014 , no Brasil, passarão por diversos testes entre janeiro e o jogo de abertura, dia 12 de junho, em São Paulo, mas nem todos contarão com 100% de estrutura e logística necessárias para uma partida de Mundial. As simulações "para valer", termo usado por Ricardo Trade, diretor-executivo do Comitê Organizador da Copa (COL), vão ocorrer entre abril e maio.

O período citado por Trade concidiria com a reta final dos Estaduais. Por isso ele acredita que algumas decisões pelo país sirvam como eventos-testes para a Copa. Um passo importante para definir onde essas simulações serão feitas ocorrerá esta semana, em reunião envolvendo CBF, COL e Rede Globo, detentora dos direitos de TV. O encontro tem como objetivo definir o calendário do futebol brasileiro de 2014, que terá de sofrer uma parada mínima de um mês por conta do Mundial.

"Essa reunião servirá para ajustar o Brasileirão no calendário e também para definir se alguns desses jogos vão ter a seleção brasileira. Mas nossa intenção, de abril até maio, é executar evento-teste para valer, com stewards (que fazem a segurança interna dos estádios) e tudo que será usado na Copa. Pode ser um amistoso ou uma final de Estadual, não tem problema nenhum. Não temos medo dos testes", explicou o diretor-executivo do COL em visita à Costa do Sauípe, no litoral da Bahia, onde esteve no último sábado para a inauguração de uma arena multiuso no resort , que receberá o sorteio dos grupos da Copa de 2014, em 6 de dezembro.

Ronaldo e ValckeCarlos Moraes / Agência O Dia

Trade, no entanto, afirmou que a escolha dos eventos-teste não dependerá apenas de COL e Fifa. Segundo ele, prevalecerá o desejo de clubes e concessionárias, no caso dos estádios privados, ou das cidades, nas arenas administradas pelo poder público. "Vamos fazer o que o dono estádio quiser para o local", endossou.

Na última semana, uma comitiva do COL, que contou com a presença de Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, fez uma inspeção nas arenas da Copa que ainda estão em obras - dezembro é o prazo estipulado para que estejam concluídas. A visita deixou os organizadores mais tranquilos em relação a atrasos, segundo Ricardo Trade.

Além de avanços significativos nas seis sedes pendentes - São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Cuiabá, Natal e Manaus -, contribuiu para essa nova avaliação a mudança de projeto na Arena da Baixada, que agora terá o teto retrátil instalado depois da Copa . "A certeza de que tudo estará pronto no prazo é maior do que antes, sem dúvida", afirmou o diretor do COL.

Reportagem de Tiago Rocha

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