Por rafael.arantes

Rio - Foi de maneira tranquila que a Itália garantiu seu lugar na Copa do Mundo de 2014. Com grande vantagem para os adversários do Grupo B das Eliminatórias Europeias, foi de maneira antecipada que a Azurra carimbou o passaporte para o Brasil em busca do pentacampeonato mundial. Deixando para trás Bulgária, Armênia, Malta, Dinamarca e República Tcheca, os italianos garantiram o favoritismo em sua chave e mostraram novamente a força da equipe de Cesare Prandelli.

Com uma campanha bastante elogiada nas Eliminatórias, a equipe italiana se mantém praticamente pronta para o Mundial. Sem muitas alterações na equipe que vem sendo convocada, Prandelli continua apostando na renovação da equipe e na experiência do volante Pirlo, líder e capitão dos jogadores italianos, além da confiança no jovem El Shaarawy e no craque Balotelli.

Itália garantiu vaga antecipada para a Copa de 2014Reuters

O CARA DA ITÁLIA

Na renovada equipe de Prandelli, o homem de referência ainda é o experiente Pirlo, no entanto, a maior esperança da seleção azurra é no setor ofensivo. Talentoso e polêmico, o atacante Mario Balotelli é a grande aposta da Itália. Revelado pelo Lumezzane, o jovem atleta já teve passagem pelo Inter de Milão e também pelo Manchester City, da Inglaterra, antes de chegar ao Milan, numa negociação de cerca de R$ 55 milhões, em janeiro de 2013.

Marcado pela postura polêmica fora de campo, o craque não leva para o gramado o estilo rebelde. Considerado uma das maiores revelações italianas nos últimos anos, o atacante de 23 anos demonstra em campo as características mais esperadas para um homem de frente. Veloz, forte e muito habilidoso, o camisa 9 da seleção italiana é a maior esperança para embalar a equipe rumo ao pentacampeonato mundial.

Balotelli é referência na seleção italianaErnesto Carriço / Agência O Dia

HISTÓRIA NAS COPAS

Segunda seleção mais bem sucedida na história das Copas, a Itália é uma das grandes potências do futebol mundial. Campeã nos torneios de 1934, 1938, 1982 e 2006, a Azurra marcou época pelos Mundiais. Primeira equipe a conquistar duas Copas do Mundi de maneira consecutiva, a Itália guarda em sua história a força do futebol tático e a aposta em jogadores nascidos em outros países, como o argentino Mauro Camoranesi (2006), o argentino Attilio Demaría (1934), o uruguaio Michele Andreolo (1938) e o líbio, Claudio Gentile (1982).

Mesmo com o mau desempenho no último Mundial, onde acabou eliminada na primeira fase, a Itália ainda se mostra tranquila quanto à sua tradição vitoriosa, que ainda detém dois vices-campeonatos e um terceiro lugar. No ano do último título a campanha foi bastante festejada. Com cinco vitórias e dois empates, os italianos não encontraram problemas para levantar sua quarta taça mundial, mesmo ainda distante de repetir os 100% de aproveitamento do título de 1938.

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