Por rafael.arantes

França - Preterido pelo técnico Luiz Felipe Scolari para os amistosos da seleção brasileira contra Honduras e Chile nos dias 16 e 19 de novembro, o meia Lucas não tem sido titular com frequência nos jogos do Paris Saint-Germain. Apesar disso, o jogador acredita que suas chances de disputar a Copa do Mundo de 2014 são grandes.

"É verdade que eu não sou frequentemente titular, mas no PSG há muita rotação", disse ele em entrevista à Reuters. "Quando entro em campo, me sinto bem e não acho que essa situação impedirá que eu jogue a Copa do Mundo."

Em agosto, Felipão alertou seus jogadores que eles precisam estar atuando por seus clubes se quiserem ser incluídos na equipe para o Mundial no Brasil. No entanto, assegurou que o goleiro Julio Cesar, titular na seleção mas preterido no Queens Park Rangers, da segunda divisão da Inglaterra, será nome certo na convocação.

Lucas acredita em vaga na SeleçãoAndré Luiz Mello / Agência O Dia

Lucas, que chegou ao PSG vindo do São Paulo em janeiro numa transação que teria chegado a 45 milhões de euros, foi titular em apenas cinco dos 11 jogos que a equipe disputou no Campeonato Francês nesta temporada. Ele atuou em todas as três partidas fez pela Liga dos Campeões, mas começou duas delas no banco, pois o técnico Laurent Blanc preferiu iniciar a partida com Ezequiel Lavezzi.

Com um ataque que conta com Zlatan Ibrahimovic e Edinson Cavani, não é surpresa que Lucas esteja sendo preterido, embora ele afirme que se juntar aos atuais campeões franceses melhorou seu futebol. "Há muita competição aqui entre os atacantes estrangeiros como Ibrahimovic, Cavani e Lavezzi", disse o jogador de 21 anos. "Aprendi muito aqui, estou crescendo. No Brasil, não pediam que eu defendesse tanto, agora é algo que eu consigo fazer", comentou.

Lucas também comentou sobre o fato de anotar poucos gols - apenas um em dez meses de clube. "A ideia de que eu não tenho marcado gols surgiu, é verdade, mas não sou um finalizador... Tenho outras qualidades e outras tarefas em campo, ajudar a trazer velocidade e mudanças no ritmo do jogo."

Embora o tempo de Lucas dentro de campo esteja sendo reduzido, ele diz estar aproveitando a vida na capital francesa. "Me sinto muito feliz em Paris. Se adaptar não é fácil por causa da língua, o clima e os costumes. Mas me sinto bem em campo, não sinto a pressão relacionada ao preço da minha transferência. Não tenho desejo de sair."

O PSG tem um longo histórico de relacionamento com o Brasil. Os ex-são-paulinos Leonardo e Raí jogaram pelo clube e a transferência de Lucas foi facilitada pela presença de outros brasileiros no time, como o zagueiro Thiago Silva. "Dentro de campo ele é um monstro, alguém espetacular, o melhor em sua posição", disse Lucas.

"Somos amigos. Aprendo muito com ele. Ele tem me ajudado muito a me adaptar, assim como os outros brasileiros: Maxwell, Marquinhos, Alex e (o brasileiro naturalizado italiano) Thiago Motta. Somos todos bons amigos neste grupo de brasileiros."

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