Por pedro.logato

Rio - Um país com uma área um pouco maior do que a do estado de Pernambuco e com uma população menor do que a da Zona Sul do Rio. Essa é a Islândia, que está a dois jogos de disputar sua primeira Copa — enfrenta a Croácia nos dias 15 e 19 pela repescagem. Mas qual o segredo? Afinal, o time nacional até pouco tempo atrás era um verdadeiro saco de pancadas.

“Nos últimos dez anos, mais de 100 minicampos foram construídos em escolas de todo o país. Há cerca de 30 campos de grama sintética, de medidas oficiais, ao ar livre, e cerca de dez em ambientes cobertos”, diz Ómar Smárason, porta-voz da Federação Islandesa (KSI).

Uruguai disputa repescagemReuters

Além disso, a federação apostou alto na formação de treinadores em todas as categorias. Hoje, a seleção principal é comandada pelo sueco Lars Lägerback e, entre seus titulares, apenas o goleiro Halldorsson joga na Islândia.

“O país está tomado pela febre do futebol. Já vendemos 25 mil ingressos para o jogo contra a Croácia. Isso nunca aconteceu antes”, completa Ómar.

Uruguai - ‘Não da para nos imaginarmos fora da Copa’

Melhor jogador da Copa de 2010 e um dos artilheiros na África do Sul — ao lado de David Villa (Espanha), Sneijder (Holanda) e Thomas Müller (Alemanha), com cinco gols —, Forlán tem novo desafio: passar pela Jordânia, na repescagem, e classificar o Uruguai ao seu 12º Mundial.

Mesmo ciente de que a Celeste poderia ter ido melhor nas Eliminatórias, o camisa 10 garante que ele e seus companheiros vão ficar com a vaga (o primeiro jogo será quarta-feira, em Amã, e o segundo, dia 20, em Montevidéu).

“Não dá para nos imaginarmos fora da Copa no Brasil. Seria muito ruim, a torcida não entenderia”, observa, admitindo o favoritismo uruguaio.

“Somos favoritos, sim. Pela nossa história. Somos os campeões da América, com mais títulos no continente e dois Mundiais no currículo”, diz. Forlán não se abala por jogar a repescagem: “O importante é ir ao Mundial.”

Repescagem contra saia justa

Se depender de Joseph Blatter, a repescagem está com os dias contados nas Eliminatórias. O que pode parecer uma solução prática, na verdade nasceu para evitar um atrito diplomático. Foi nas Eliminatórias para a Copa de 1958, na Suécia, que a Fifa criou tal sistema, não previsto inicialmente.

Israel foi sorteado para pegar a Turquia, mas estes se recusaram a jogar em protesto pela criação do país, em 1947. Israel então avançou e teria de enfrentar a Indonésia, que desistiu por igual motivo.

Ao mesmo tempo, Egito e Sudão brigariam por uma vaga no continente africano, e o vencedor jogaria contra Israel. Numa atitude drástica, tanto egípcios quanto sudaneses se retiraram das Eliminatórias para não ter que enfrentar um “time só de judeus”.

Israel disputaria a Copa sem precisar entrar em campo, mas a Fifa mudou os planos e criou uma repescagem contra um país europeu. Assim, Irlanda, Bulgária, Holanda, Romênia, Polônia, País de Gales, Itália e Espanha, todos segundos em seus grupos, participaram de um sorteio.
Os galeses foram escolhidos e, enfim, Israel jogou. Gales venceu as duas partidas e foi à Copa pela primeira e única vez na história.


Por Alysson Cardinali e Flávio Almeida

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