Por pedro.logato

Bahia - Há 10 dias, em Roma, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, ventou a possibilidade de os jogos da Copa marcados para as 13 horas serem mudados de horário por conta do calor “sem estação” de algumas cidades sede. Nesta terça-feira, na Costa do Sauípe e sob 30°C, Blatter disse que não há tempo para mudanças. “Assim é a vida. Nem todos vão ficar felizes, mas não dá para agradar a todos”, disse.

Os jogos da Copa serão divididos em quatro horários principais: 13h, 16h, 17h e 19h (de Brasília). Os horários foram definidos para agradar as emissoras de TV detentoras de direito na Europa, que em junho estará entre três e quatro horas a frente do Brasil. A venda de ingressos, já iniciada, também inibiu os planos de mudanças. “O Brasil é gigante. Em junho poderemos ter 2°C em Porto Alegre e 35°C em Manaus. Não há o que fazer”, disse Jerome Valcke.

Dos 24 jogos às 13 horas, sete estão marcados para capitais do Nordeste. Serão dois em Natal, dois em Recife e dois em Salvador na fase de grupos e mais um em Fortaleza nas oitavas de final. Cuiabá, também conhecida pelo calor incessante durante todo o ano, não tem nenhum jogo marcado para as 13h: serão três às 19h e um às 17h. Jogos à tarde em Fortaleza, Salvador e Recife durante a Copa das Confederações preocuparam a Fifa.

A Fifa anunciou que os jogos em cidades mais quentes poderão ser interrompidos para a hidratação dos jogadores. Blatter lembrou da Copa de 1986, no México, quando os jogadores atuaram na altitude em algumas cidades e com bastante calor. Nos Estados Unidos, em 1994, não foi diferente. “Acho que os jogadores hoje em dia estão habituados em jogar em todas condições”, disse.

Durante a Copa das Confederações os jogadores da Espanha reclamaram do calor de Fortaleza e Recife, onde jogaram na primeira fase. Nesta semana, Roy Hodgson, técnico da Inglaterra, disse que está mais preocupado com as cidades onde os ingleses vão jogar do que com os adversários. "Há cidades onde o calor vai nos matar", disse.


Reportagem de Bruno Winckler

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