Por bernardo.argento

Bahia - Poucas duplas de ataque da história da seleção brasileira se entenderam tão bem quanto Bebeto e Romário. Os dois ajudaram o Brasil a vencer a Copa do Mundo de 1994 nos Estados Unidos, mas quase 20 anos depois estão em lados opostos em relação à realização do Mundial no Brasil. Bebeto é membro do Comitê Local e tem discurso ufanista exacerbado. Já Romário é deputado federal e crítico feroz dos gastos exorbitantes com estádios.

Nesta quinta-feira, na véspera do sorteio dos grupos da Copa, cinco campeões mundiais brasileiros participaram de evento da Fifa (Zagallo, Amarildo, Carlos Alberto Torres, Bebeto e Ronaldo). A ausência de Romário chamou a atenção da imprensa internacional.

Bebeto acredita que a Copa do Mundo vai deixar um bom legado para o Brasil Paulo Alvadia / Agência O Dia

Bebeto comentou. “Eu acho que cada tem sua opinião. Ele tem a opinião dele. Respeito. Mas o mais importante é pensar no nosso país. O Brasil está tendo a oportunidade de sediar essa Copa. É o nome do país em jogo. Mas o Romário é meu amigo, vai continuar sendo. Eu que sempre fui comedido nas palavras. Ele um pouco menos. É isso”.

Romário tem aproveitado esta semana que toda a cúpula da Fifa está no Brasil para aumentar suas críticas à forma como o comitê local e a entidade tem conduzido os negócios em torno da Copa. Foram gastos mais de R$ 20 milhões apenas no sorteio na Costa do Sauípe.

“Enquanto o custo dos estádios só aumenta, o investimento em mobilidade urbana, um dos principais legados para a população, só diminui”, reclamou o deputado em sua conta no Twitter. “Já falei várias vezes e repito: a Copa será no Brasil, mas não será para os brasileiros. Será para a FIFA e seus grupos”, comentou.

Reportagem: Bruno Winckler e Thiago Rocha

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