Honduras, candidata a ser zebra

Com pouca tradição no futebol, Honduras vem à Copa sem grandes pretensões, apesar de ter no currículo a eliminação da seleção brasileira na Copa América de 2001

Por O Dia

Honduras - Os belos mares de Honduras serão uma das fontes de inspiração da seleção da América Central na Copa do Mundo de 2014. Um dos visitantes mais quentes no Mundial do Brasil fará sua segunda participação seguida na competição e vai protagonizar um encontro inusitado de culturas. O país, cujo nome significa profundezas, emoldura a vida dos quase oito milhões de habitantes com suas riquezas naturais.

Honduras conta com três distintas regiões. As planícies do norte, as terras baixas do sul e as montanhas do interior se completam para fazer da "República das Bananas" uma das áreas mais exóticas do continente central. Com cerca de 65% de sua população se dedicando ao cultivo da fruta, o país se destaca por ser um dos maiores produtores de bananas do mundo.

Uma das curiosidades de Honduras é a sua própria história. A cidade de Copán, próxima à fronteira da Guatemala, é o maior sítio arqueológico do período clássico da civilização Maia, caracterizada por sua língua escrita, arte, arquitetura, matemática e sistemas astronômicos, inicialmente estabelecida no período de 1000 a.C. a 250 d.C.

As ruínas daquela época são consideradas as mais bem conservadas do mundo. A cidade também se destaca por ter produzido série de 38 notáveis monumentos que retratam a maioria dos eventos ocorridos em sua história.

Em 2014, a seleção de Honduras terá pela frente um grande desafio gastronômico. Ao chegar ao Brasil, os visitantes da América Central terão de deixar de lado sua rotina adaptada à alimentação à base de mariscos e baleadas (comida típica local, feita de farinha de trigo, que se assemelha a um crepe), para encarar as especiarias do solo verde e amarelo. Os hondurenhos também adoram saborear iguanas cozidas, acompanhadas com feijão.

Apesar de ser o único país da América Central que não tem vulcões, Honduras promete colocar fogo no Mundial. Em um dos maiores fiascos brasileiros na história, a Seleção acabou eliminada pelos hondurenhos nas quartas de final da Copa América de 2001, com uma derrota por 2 a 0. Naquela ocasião, a equipe brasileira também era comandada pelo técnico Luiz Felipe Scolari, mas ainda não tinha boa parte da base que no ano seguinte brilharia e conquistaria o pentacampeonato mundial na Ásia.

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