Por pedro.logato
Publicado 03/01/2014 22:17

Rio - Poucas vezes, em seus 70 anos de vida, Carlos Alberto Parreira, coordenador técnico da Seleção, esteve tão convicto da conquista de um Mundial. Às vésperas da Copa de 2014, ele enaltece a união observada entre jogadores e torcida na conquista da Copa das Confederações, em junho, para justificar tanta confiança. E, enfático, avisa:

“O Maracanazo já era. Superamos o trauma da derrota para o Uruguai, em 1950, conquistando cinco títulos mundiais.” Sem se preocupar com a possibilidade de o Brasil só pegar campeões do mundo a partir da segunda fase, Parreira aposta que a Seleção fará a final, dia 13 de julho, e erguerá a taça.

Parreira confiante no futuro da SeleçãoCarlos Moraes / Agência O Dia

“Não existe jogo fácil. Desde a estreia (contra a Croácia) até a final, teremos adversários muito difíceis. Mas a confiança na equipe, a autoestima dos jogadores e a sinergia com o torcedor, além do futebol em campo, nos deixam fortes e favoritos. O Maracanã será o nosso décimo-segundo jogador. Vamos fazer a final lá e seremos hexa”, garante.

JULIO CESAR VOLTA

Uma boa notícia para o técnico Luiz Felipe Scolari. Depois de nove meses longe dos campos, o goleiro Julio Cesar volta a jogar hoje pelo Queens Park Rangers, contra o Everton, pela terceira fase da Copa da Inglaterra. O brasileiro, que cogitou sua saída do clube, ganhou uma chance do técnico Harry Redknapp depois da contusão do titular Robert Green.

CALDERÓN DÁ SORTE

Espanha e Itália vão se enfrentar no dia 5 de março, no Estádio Vicente Calderón, em Madri. Será o último amistoso dos dois países antes da Copa do Mundo no Brasil. A Espanha, que vai ficar concentrada em Curitiba durante o Mundial, escolheu a casa do Atlético de Madrid por pura superstição: jamais foi derrotada no estádio em dez partidas disputadas.

O HOMEM QUE SALVOU A JULES RIMET

Ottorino Barassi jamais entrou em campo, nunca calçou uma chuteira, mas graças a ele a história do futebol não tomou um rumo sombrio. Vice-presidente da Fifa e criador da Uefa, esse engenheiro italiano dedicou sua vida ao esporte. Foi dele a sugestão de batizar o troféu da Copa do Mundo de Taça Jules Rimet, em homenagem ao francês que ‘inventou’ a competição mais importante do futebol.

Em 1941, quando a Segunda Guerra devastava metade da Europa, os alemães invadiram a Itália. E os agentes da Gestapo, a polícia secreta do Reich, receberam uma missão direta de Adolf Hitler: sequestrar a Taça Jules Rimet, feita com 4kg maciços de ouro. Em sua casa, em Roma, Barassi é acordado com fortes batidas na porta. Eram os alemães.

A residência foi virada de cabeça para baixo. Ameaçado e questionado pela peça, Barassi respondeu:

“Não está aqui. Está escondida na sede do comitê olímpico, em Milão.” Após vários minutos de agonia, os invasores vão embora. De uma fresta da janela, Barassi se assegura de que está só de novo. Ele bebe um copo d’água, sobe as escadas e pega uma caixa de sapato debaixo da cama. Lá estava a Jules Rimet. Segura e salva.

Pelo menos até o roubo no Brasil em 1983...

Coluna de Alysson Cardinali e Flavio Almeida

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