Por rafael.arantes

Florianópolis - O seminário da Fifa que está sendo realizado em Florianópolis deixou o futebol de lado. No lugar de treinadores, autoridades da segurança nacional, que apresentaram os números impressionantes para garantir o sossego das 32 seleções durante a Copa.

A competição terá um contingente de 170 mil homens (150 mil de segurança pública e mais 20 mil agentes particulares). De acordo com os representantes dos ministérios da Justiça e da Defesa, o governo federal fará um investimento de R$ 1,9 bilhão no setor.

Fifa realiza atividades de teste em FlorianópolisEfe

“Temos uma preocupação, que não são as manifestações em si, já que são um exercício da democracia, mas a de coibir ações violentas. A Copa das Confederações foi um exemplo: tivemos um dia em junho em que havia mais de 1 milhão de pessoas nas ruas e mais de 50 mil agentes trabalhando. E o andamento da competição não foi afetado”, afirmou Andrei Rodrigues, da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), ligada ao Ministério da Justiça.

O general Jamil Megid Júnior, coordenador do Ministério da Defesa para grandes eventos, disse que os agentes de segurança, que estão fazendo treinamento desde 2011, são aptos para entrar em ação. “Temos foco especial em três áreas: defesa de estruturas estratégicas, força de contingência e prevenção e combate ao terrorismo”, afirmou.

Na quarta-feira, em entrevista no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma Rousseff disse que as Forças Armadas estão preparadas para agir caso as manifestações saiam do controle nas ruas.

Na última quinta, militares da Marinha realizaram na Baía da Guanabara uma simulação de segurança, para agir em caso de sequestro com reféns. Em Santa Catarina, homens da Guarda Nacional fizeram um treinamento no Costão do Santinho, onde o congresso da Fifa está sendo realizado.

Você pode gostar