Por pedro.logato

Rio - Messi será vigiado, literalmente, na Copa do Mundo. E não só pelos adversários durante os jogos. O técnico da Argentina, Alejandro Sabella, vai acompanhar todos os passos de seu camisa 10 na competição para evitar que um fator extracampo atrapalhe o craque na hora de exibir todo o talento que Deus lhe deu na busca pelo tricampeonato mundial.

“Sabemos que Messi será muito visado pela imprensa, pela torcida. Vamos permitir que fale com todos, mas ele terá que trabalhar e descansar. Seu maior trabalho será o de jogar”, disse Sabella, que, embora tenha previsto uma ‘Copa cansativa’, gosta do fato de a Argentina ter Belo Horizonte como base.

“As viagens eram nossa maior preocupação. O Brasil é quase um continente, o que significa voos desgastantes, em função das distâncias e das mudanças de temperatura. Ter ficado no Grupo F foi muito bom. Rio e Porto Alegre são cidades próximas”, revelou. A Argentina chega a Minas Gerais dia 9 de junho e estreia no Mundial dia 15, contra a Bósnia, no Maracanã. Dia 21, o duelo será contra o Irã, no Mineirão, e dia 25, diante da Nigéria, no Beira-Rio.

5 minutos com Aldo Rebelo:

Confiante

A exigência para fazer a Copa das Copas é grande, mas Aldo Rebelo também fala de futebol.

O Brasil é favorito?

A hipótese de o Brasil não ganhar a Copa não está contemplada. Temos excelente seleção, um grupo ambicioso, que terá o apoio da torcida e possui um treinador experiente.

Você não teme um novo Maracanazo?

Foi uma tragédia, mas um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

Faremos a Copa das Copas?

O Brasil não tem a infraestrutura da Alemanha, França e Inglaterra, mas não foi um império colonial.

A mística que nasceu por acaso

Até quem não entende de futebol sabe que o camisa 10 é o melhor do time, o ídolo da torcida, o craque. No entanto, a mística em torno desse número foi criada de maneira inesperada. E existe mais do que uma versão para explicá-la.

Na Copa de 1958, na Suécia, a seleção brasileira enviou para o comitê organizador a lista com os 22 convocados, mas sem colocar ao lado dos nomes os números das camisas. O jornalista uruguaio Lorenzo Villizio, que trabalhava para o comitê executivo da Fifa, resolveu o problema ao seu modo. Mas ele conhecia apenas alguns jogadores. Começou a lista corretamente ao dar a camisa 1 para o goleiro Castilho, do Fluminense, embora fosse reserva de Gilmar, que ficou com a 3. Zagallo e Garrincha tiveram seus números invertidos, o 7 e o 11, Didi, que era 8 no Botafogo, vestiu a 6, e a 10, que até então era apenas “mais uma camisa” ficou com o menino Pelé, de 17 anos, que brilhou na conquista do Mundial e nunca mais se separou do número que o consagrou.

A outra versão para a numeração esquisita da Seleção é bem inusitada. A CBD etiquetou as malas dos jogadores de maneira aleatória, apenas para controlar o despacho da bagagem do Brasil para a Suécia. Inexplicavelmente, os mesmos números das malas foram usados nas camisas.


Coluna de Alysson Cardinali e Flávio Almeida

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