Por bernardo.argento

Rio - A lesão de Neymar, que está com uma reação por estresse no quarto metatarso esquerdo, deixou Luiz Felipe Scolari com o bigode de molho. Afinal, embora tenha plena confiança de que o camisa 11 vestirá a Amarelinha na busca pelo hexa, o treinador se assustou com a possibilidade de o atacante do Barcelona ser o 15º jogador na história cortado da seleção brasileira, por lesão, às vésperas de uma Copa do Mundo.

Aliás, exceto em 1990, de 1970 para cá sempre houve um triste episódio. Entre os casos mais marcantes estão a lesão de Careca, pouco antes da Copa de 1982, na Espanha, vítima de um estiramento muscular; o de Romário, em 1998, com um problema na panturrilha direita; e o de Emerson, em 2002, que deslocou a clavícula ao brincar de goleiro em um treino. Ninguém, porém, foi mais azarado que Mozer: machucado, ele ficou fora de de dois Mundiais, em 1986 e 1994.

Neymar preocupou a comissão técnica da Seleção ao se lesionarReuters

CHORE POR MIM, ARGENTINA! 

Vice-campeã do mundo em 1930, a Argentina era uma das favoritas ao título na Copa seguinte, realizada na Itália. Mas as esperanças dos nossos vizinhos duraram muito pouco. Em 1931, os grandes clubes aderiram ao profissionalismo e criaram uma liga fora dos padrões da Fifa, que passou apenas a reconhecer a liga amadora, formada por clubes que disputavam as divisões inferiores de Buenos Aires e torneios regionais.

A vida argentina ainda foi facilitada nas Eliminatórias, já que o país se classificou automaticamente com a desistência do Chile. O jeito foi fazer uma peneira e levar jogadores de clubes desconhecidos, como Sarmiento de Resistencia, Estudantil Porteño, Desamparados e Dock Sud. A missão de formar um time foi tão difícil que os dirigentes tiveram que naturalizar às pressas o meio-campo paraguaio Urbieta Sosa, que atuava no Godoy Cruz.

A Copa de 1934 foi disputada no sistema mata-mata e a estreia foi com a Suécia. A Argentina chegou a ficar na frente do placar em duas oportunidades, mas não resistiu à disciplina tática dos europeus e perdeu por 3 a 2.
O vexame foi tão grande que a Associação do Futebol Argentino (AFA) resolveu reconhecer a legitimidade da liga profissional dos grandes clubes para escapar de um novo mico.

Coluna de Alysson Cardinali e Flavio Almeida

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