Luz, câmera e Felipão

Treinador da Seleção vem sendo bastante assediado por campanhas publicitárias

Por O Dia

Rio - Se Neymar é o esportista número 1 dos publicitários do Brasil, um senhor de 65 anos, ligeiramente calvo e bigodudo, não fica muito atrás do craque do Barcelona. Técnico da Seleção, Luiz Felipe Scolari virou garoto-propaganda de sete empresas, dos mais diferentes segmentos: Ambev, Gillette, Nike, Peugeot, Sadia, Vivo e Walmart.

Felipão gravou propaganda para GuaranáReprodução Internet

A escolha de Felipão não é por acaso. Especialistas veem uma grande identificação dos consumidores com o treinador.

“São todas campanhas de massa. Você precisa falar com o maior público possível. Ele é simples, sem frescura, não fala difícil e é um cara próximo, diferentemente do Mano Menezes (ex-treinador da Seleção), que é menos acessível e tem um estilo mais centrado. O Felipão fala com o povo”, explica Fernando Ferreira, diretor da Pluri Consultoria, empresa especializada nas áreas de economia, gestão e marketing no esporte.

Desenvolto diante das câmeras, Felipão viveu diferentes situações, desde um agricultor de cevada na Granja Comary até comerciais com a mulher, Olga, e o fiel escudeiro, Flávio Murtosa.

“Ele é engraçado e manda muito bem nas gravações. Tem talento”, brinca o ator João Cortes, que contracenou com o treinador num dos comerciais.

Para Patrícia Dalpra, sócia da PD Gestão de Imagem e Carreira, a marca Felipão tem atributos muito positivos:

“Os principais são empatia, credibilidade, liderança e espírito vencedor. Fazem parte do DNA do Felipão. São características que acompanham sua história como técnico e que neste momento o mercado valoriza. Não foram criadas buscando uma oportunidade. Não é por acaso que a sua imagem está associada a várias marcas e cada uma se apropria de um dos atributos.”

Imagem de Felipão vale bastanteReprodução Internet

‘SCOLARI É UM ASTRO’

O título da Copa das Confederações em 2013, aliado à proximidade do Mundial em casa, aumentou a popularidade de Felipão. “Hoje o mercado respira futebol”, destaca Patrícia Dalpra.

Para Fernando Ferreira, a conquista do torneio em 2013 reprojetou a imagem do treinador:

“Scolari é um astro. Não é jogador, mas é o comandante. Tem um status que transcende o seu cargo. Está como o Guardiola para o Barcelona, Ferguson para o Manchester United e o Mourinho para o Chelsea. É a segunda cara da Seleção.”

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