Por pedro.logato

Rio - Cinco jogadores, entre os convocados pelo técnico Luiz Felipe Scolari para a Copa do Mundo, têm motivação extra para buscar o hexa da seleção brasileira: o fato de já terem erguido ao menos uma taça na atual temporada europeia. O zagueiro Dante, do Bayern de Munique, se apresenta segunda-feira, na Granja Comary, em Teresópolis, com dois títulos na bagagem: Campeonato Alemão e Copa da Alemanha. O meia Fernandinho ainda vibra com a conquista do Campeonato Inglês pelo Manchester City, enquanto o lateral-esquerdo Maxwell e o zagueiro Thiago Silva chegam com a moral de terem ganho o Campeonato Francês e a Copa da Liga da França vestindo a camisa do Paris Saint-Germain. Fechando a lista, Bernard usou sua “alegria nas pernas”, como define Felipão, para levar o Shakhtar Donetsk ao título do Campeonato Ucraniano. A relação pode aumentar hoje, se Marcelo conquistar, com o Real Madrid, a Liga dos Campeões.

Thiago Silva foi campeão francês pelo PSGEfe

“Cada título foi especial. Vencemos a Bundesliga com sete rodadas de antecedência e de forma invicta. Batemos todos os recordes. Na Copa da Alemanha fizemos um grande jogo contra o nosso arquirrival Borussia Dortmund e vencemos na prorrogação. Foi a primeira vez que eu disputei essa final, no Estádio Olímpico de Berlim, pois ano passado estava com a seleção brasileira na Copa das Confederações. Essa final foi um grande espetáculo”, observa Dante, que espera erguer a taça Fifa, dia 13 de julho, no Maracanã: “Conquistar títulos pelo clube traz um espírito vencedor na Seleção. Quero ajudar o Brasil a ser hexacampeão em casa.”

O Mundo do Cão no Futebol

Antes de sumir de vez do mapa e ser derretida após um roubo espetacular em 1983, a Taça Jules Rimet ganhou as páginas policiais dias antes de a bola rolar para a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra.

No dia 20 de março daquele ano, a peça, de 3,8kg e 35 cm, estava exposta em uma galeria de Londres quando foi roubada. Uma vergonha nacional para a Scotland Yard, que provou ser ineficiente na seguraça durante a Copa.

Dias depois, a polícia recebeu uma ligação com um pedido de resgate: 15 mil libras em notas de pequeno valor. Caso contrário, o troféu seria derretido. Uma semana depois, a polícia prendeu Edward Betchley, 46 anos, que confessou ter cometido o crime a mando de outro homem, cuja identidade jamais foi descoberta. O ladrão estava preso, mas e a Jules Rimet?

No mesmo dia, em um subúrbio da capital inglesa, um senhor passeava com o cachorro Pickles, quando o animal achou um embrulho atrás de uma lata de lixo. Era a taça, que mais tarde seria erguida pelos ingleses. Pickles virou celebridade, ganhou programa de TV e suprimento grátis de ração.
Uma história mirabolante demais e que jamais teve total credibilidade. Há quem garanta até hoje que o ‘roubo’ da Jules Rimet foi uma jogada de marketing.

Coluna de Alysson Cardinali e Flávio Almeida

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