Por pedro.logato

Goiás - Fim de primeiro tempo em Goiânia e o Brasil está vencendo por 2 x 0 o amistoso sobre o Panamá, gols de Neymar, em cobrança de falta, e Daniel Alves, que jogam no Barcelona.

Chance para experiências

A nove dias do show começar, o Brasil faz seu primeiro ensaio aberto antes da estreia, contra a Croácia, no dia 12, em São Paulo. Diante do Panamá, sem os titulares Thiago Silva e Paulinho — jogam Dante e Ramires —, Felipão tem a chance de realizar experiências e ajustes para que, quando as cortinas se abrirem, no Itaquerão, os artistas do maior espetáculo do futebol sejam dignos de aplausos. E ontem, no treino no Serra Dourada, os cerca de 20 mil torcedores que foram ao estádio mostraram que o público quer, e muito, bater palma para a Seleção.

Torcida apoiou muito a Seleção Brasileira em GoiâniaEfe

Segundo Felipão, o Panamá é uma espécie de dublê do México, assim como a Sérvia, adversária de sexta-feira, da Croácia. Por isso, o treinador quer que o time atue como se já fosse à vera: “Não tem isso de tirar o pé, de botar o pé. Tem que jogar com seriedade, com a mesma seriedade que sempre exigi das equipes que dirigi. Tem que jogar esse jogo como se fosse o último. Chegaram a dizer que eu pedi a jogador de time tal para tirar o pé, e isso me causa espanto, eu acho engraçado, porque não é a minha forma de trabalhar”, disse o treinador.

Reprovado no teste para lugar de Paulinho, Hernanes perdeu o papel para Ramires, que recebeu elogios do diretor Felipão: “Eu gosto do Ramires também numa outra posição, de lado de campo, porque ele compõe o quarto homem pelo lado direito muito bem. Para amanhã, é essa colocação do Ramires (segundo volante).”

É de Neymar, protagonista da Seleção, que se espera o brilho maior. O treinador evita comparações com Messi e Cristiano Ronaldo, este chamado de artista pelo treinador, mas acredita que o camisa 10 do Brasil pode roubar a cena: “Jogaria em qualquer time ou seleção do mundo.”

Fred e Neymar são as principais esperanças de gols para o BrasilEfe

Felipão, com a voz da razão, admite que gostaria de mais tempo para ensaiar antes de entrar em cartaz. Mas o coração queria logo subir no palco: “Tem dias que estou tranquilo, tem hora que fico remoendo, sem dormir. Está na hora de começar essa confusão. Vai ou racha.”

TORCIDA PROVA EM TREINO QUE JOGARÁ JUNTO

Em meio a protestos pelo Brasil contra a Copa, os cerca de 20 mil torcedores que foram ontem a Goiânia mostraram que, dentro do estádio, o apoio à Seleção deve ser incondicional. A cada graça de Neymar, aceno de David Luiz ou bola jogada para arquibancada, todos vibravam como se fosse gol.

Embora a entrada fosse gratuita, cambistas vendiam ingressos nos arredores do Serra Dourada, por R$ 2 e R$ 5. Para Felipão, a Seleção pagou uma dívida com o povo goiano: “Cumprimos o que prometemos. Esperamos amanhã 40 mil torcedores dando o carinho que os jogadores necessitam.”

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