'A preparação para Copa tem que ser provada todos os dias', diz Aldo Rebelo

Ministro dos Esportes garante que rotina rumo a Copa precisa estar sempre em evolução

Por O Dia

São Paulo - O ministro dos esportes Aldo Rebelo afirmou, a sete dias do começo do Mundial, que ninguém pode garantir um "diploma" de preparação na organização e realização de uma Copa do Mundo: "A preparação deve ser provada todos os dias. Ninguém pode pendurar na parede o diploma de que está preparado", disse Rebelo após participar da instalação da reunião do Comitê Executivo da Fifa, que começou na sexta-feira e termina no próximo domingo no hotel Grand Hyatt, de São Paulo.

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As declarações de Rebelo coincidem com uma greve dos trabalhadores do metrô de São Paulo, que pelo segundo dia paralisou quase metade das estações e provocaram um caos no tráfego da maior cidade do país. Sobre essa onda de protestos de diversos setores da sociedade brasileira, inclusive com ameaça de greve geral durante o Mundial, Rebelo disse que o Governo está "preparado" perante essa eventual situação.

Rebelo pede foco total na preparação para a Copa do MundoEfe

"Estamos tomando todos os cuidados antecipados, com todas as esferas do poder público: governo federal, o governo dos estados e o dos municípios", apontou Rebelo comentou que "todos os países têm e terão problemas como os tem Brasil".

"Vamos fazer o Mundial com todas as energias mobilizadas ao máximo porque tudo deverá funcionar 24 horas: transporte, segurança e saúde para o serviço dos brasileiros e dos estrangeiros que nos visitem", ressaltou.

No entanto, o titular da pasta ministerial de Esportes admitiu que "os problemas e virtudes vão continuar depois do Mundial", que começará em 12 de junho em São Paulo e terminará em 13 de julho. De acordo com Rebelo, o custo do Mundial desde a escolha em 2007 do Brasil para acolhê-lo, chegou a R$ 27 bilhões, mas negou que tenha dinheiro dos orçamentos públicos destinado à realização das obras de construção e reformas dos estádios.

"São empréstimos (que o governo concedeu) que estão sendo cobrados", apontou o ministro, que destacou também as obras de infraestrutura que foram assumidas pelo Executivo, algumas previstas para anos depois e que o Mundial chegou a acelerar, independente se estiverem ou não prontas para o torneio.

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