Estação Maracanã: Luiz Gustavo, maratonista de Felipão

Volante ganha o troféu Pulmão de Ouro da Seleção

Por O Dia

Rio - O troféu Pulmão de Ouro da Seleção vai para - já desconfiávamos - Luiz Gustavo. De tanto correr para tapar buracos abertos pelos laterais, o volante percorreu 11.166 metros contra a Croácia, 3.320 metros em ritmo intenso (a melhor marca do time). Num de seus 36 piques, ele atingiu a velocidade de 28,15 km/h. Segundo dados da Fifa, o mais veloz entre os brasileiros foi Ramires que, ao acelerar as chuteiras, chegou aos 31,07 km/h. Ele, porém, participou de apenas 7’02 minutos da partida e não precisou se poupar. Entre os que jogaram o tempo todo, a melhor marca foi obtida por Marcelo, que atingiu 28,87 km/h (Bernard, que jogou 26,47 minutos, atingiu 29,23 km/h).

Luiz Gustavo foi o jogador brasileiro que mais correu na estreia na Copa do MundoMurillo Constantino / Agência O Dia

Entre os jogadores de linha, o mais lento - dava para adivinhar - foi Fred que, pelo jeito, esqueceu de soltar o freio de mão: não passou dos 22,21 km/h, pouco acima do goleiro Julio Cesar (20,88 km/h). Durante a partida, o atacante percorreu 9.186 metros (sexta melhor marca do time), 2.162 metros em ritmo forte. Neymar, que jogou 89’56 minutos, correu mais que Fred - 9.538 metros, 2.546 metros em ritmo intenso - e atingiu 26,82 km/h, pouco abaixo da média do time, 27,14 km/h.

O Brasil que trate de acelerar. A velocidade média da Holanda contra a Espanha foi de 27,58 km/h. Robben, que deu aquele pique no quinto gol, chegou a 31,03 km/h - e olha que ele percorreu 10.283 metros no jogo, 2.925 metros em ritmo forte. Sneijder e Van Persie também atingiram velocidades superiores às dos atacantes brasileiros (30,17 km/h e 28,84 km/h, respectivamente). Hulk chegou a 28,33 km/h. Já Oscar alcançou 25,60 km/h.

Vitória de Deus

Na briga contra a filosofia, Deus levou a melhor. Um dos três gols da Colômbia foi marcado por Teófilo Gutiérrez, que exibe na camisa o nome Teo (deus, em grego). Na derrota da Grécia, havia um zagueiro Sokratis, homônimo do filósofo conterrâneo.

Nasce o pé de Laranja Mecânica

A Holanda voltava a disputar um Mundial depois de 36 anos. Não era uma potência, nem tinha grandes craques em sua história. A estreia na Copa de 1974 era contra a forte seleção do Uruguai, quarta colocada em 1970, que tinha Pedro Rocha, Castillo, Mazurkiewicz... A Holanda? Tinha um número 14 muito habilidoso, diziam, mas o time jamais havia jogado junto. Isso sem falar nos desfalques de última hora. Quem apostaria em um time desses? O treinador Rinus Michel.

Com um esquema tático que revolucionou a história do futebol, a Holanda apresentou ao mundo a Laranja Mecânica. Não havia posição fixa, nem para atacar e muito menos para marcar. Era um verdadeiro arrastão que sufocava o adversário, que nem achava tempo para acertar um pontapé na canela. O Uruguai não viu a cor da bola, parecia um bando de veteranos amadores em uma roda de bobo. A vitória por 2 a 0, com dois gols de Rep, poderia ter sido muito mais elástica, não fosse uma atuação heroica de Mazurkiewicz.

Últimas de _legado_Copa do Mundo