Faça futebol, não faça guerra

Bola ajuda a amenizar a dor dos bósnios. Menina vai realizar sonho com seu herói

Por O Dia

Rio - Há vinte anos a guerra civil provocada pela dissolução da Iugoslávia deixou mais de 200 mil mortos e devastou a região da Bósnia e Herzegovina. Hoje, as marcas de quem viveu e sobreviveu ao horror daquela época ainda não foram apagadas, mas deram lugar a alegria proporcionada pela emoção do futebol.

Prova disso é o sorriso de Ema Ruvic, de 10 anos, que está no Brasil porque ganhou uma promoção de um dos patrocinadores da Copa. Nascida em Sarajevo, a loirinha de olhos azuis terá neste domingo, no Maracanã, além da honra de conduzir a seleção de seu país ao gramado para enfrentar a Argentina, a difícil missão de apresentar para o mundo a nova face de um povo.

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Menina vai realizar sonho com seu heróiDivulgação

“Vou entrar junto com meu herói, Emir Spahic (zagueiro e capitão bósnio). Vou cantar e gritar gol. Os argentinos são muito bons, mas não melhores que nós”, vibrou Ema, que também se declarou fã de Neymar: “Ele é lindo”.

Nermin Ruvic, pai de Ema, fala sobre a guerra com a voz embargada. Mas esboça um sorriso ao comentar sobre a estreia de seu país em Copas. “Não desejo para ninguém viver dias escuros como aqueles. Pouca comida e sem energia elétrica. A seleção hoje é melhor representação da força do nosso povo. Vamos mostrar que somos fortes, que sobrevivemos” frisou.

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A irmã mais velha de Ema, Mersiha, diz jamais imaginava vir à Copa. Já a mãe, Melita, conta que família passou brincar de maneira curiosa quando soube que viria ao Brasil. “A gente se beliscava para ter a certeza que não estávamos sonhando. É algo incrível”, conta Melita, interrompida pelos gritos de apoio da pequena Ema: “Volim te Bósnia! (Eu amo a Bósnia!)”.

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