Hulk: cabra muito macho sim, senhor!

Incômodo na parte posterior da coxa não abala atacante, que espera pegar o México

Por O Dia

Rio - Se o nordestino é, antes de tudo, um forte — como definiu o escritor Euclides da Cunha na obra ‘Os Sertões’ —, a seleção brasileira conta com um cabra macho na luta pelo hexa: Hulk. O paraibano, de 27 anos, tem mostrado, na Copa do Mundo, o vigor que transformou o menino pobre nascido em Campina Grande no super-herói que supera as adversidades. Na vida e dentro de campo. Após sentir um incômodo na parte posterior da coxa esquerda, ontem, na Granja Comary, ele disse que tudo não passou de um susto.

Confiante, Hulk garantiu que não vai poupar esforços para estar em campo amanhã, contra o México, em Fortaleza, no duelo que, em caso de vitória, deixará o Brasil muito perto da vaga às oitavas de final. “Saí do treino por precaução e espero não ter problema. Vale tudo em uma Copa. Senti dor quando chutei mais forte e quando levantei a perna em uma jogada. Espero que não seja nada demais. Quero atuar em todos os jogos. Vou tratar para poder entrar em campo e ajudar a Seleção. Farei todo o esforço”, frisou, confiante.

Hulk tranquilizou a torcida depois de sair machucado do treino da manhã deste domingo na GranjaMowa Press / Divulgação

Substituído por Ramirez, aos 12 minutos, período em que marcou dois gols, Hulk não escondeu o abatimento quando se sentou no banco de reservas ao lado do médico Rodrigo Lasmar, que o encaminhou ao fisioterapeuta Luis Rosan. Mas, na coletiva que concedeu pouco depois, estava mais otimista. Só ficou arretado, quase verde de raiva, ao ser perguntado se o fato de o povo nordestino ser engraçado não facilitaria as coisas para o Brasil contra o México, no Castelão.

“Não levo por esse lado. Não fazemos graça para ninguém. O Brasil nem sempre joga por lá. Além disso, os atletas que atuam no Brasil e fazem parte da Seleção jogam no Rio, em São Paulo ou no Sul. Quem atuar no Nordeste sabe que também é ídolo por lá. Nordestino torce com o coração e é apaixonado pelos jogadores”, frisou.

Hulk reclamou que, infelizmente, o nordestino ainda sofre um pouco de preconceito. “É duro, mas é verdade. E quando o Brasil joga no Nordeste é sempre festa. Parabenizo o torcedor de São Paulo, que nos ajudou muito na estreia (contra a Croácia, no Itaquerão). Isso também vai acontecer no Nordeste”, garantiu. o jogador do Porto.

Bandeira da Paraíba na festa do hexa

Hulk faz questão de mostrar que não foge às raízes. Orgulhoso de ser nordestino, o paraibano vê a possibilidade de atuar em Fortaleza como outra motivação para se recuperar a tempo do duelo contra os mexicanos.

“Por eu ser nordestino e o jogo ser no Nordeste, quero muito jogar. Minha família estará no estádio”, frisou Hulk, revelando um segredo, caso o Brasil conquiste o hexa: “Meu sonho é ser campeão mundial e, na comemoração, poder mostrar a bandeira da Paraíba. Ela já está guardada e quero apresentá-la para o mundo.”

'Não caí de paraquedas na Seleção'

Nada na vida de Hulk foi fácil. Após deixar o Brasil quase anônimo e suar a camisa na Europa para ser reconhecido, ele chegou à Seleção muito questionado. Calou os críticos em campo, na Copa das Confederações. “Isso é fruto de trabalho. Não caí de paraquedas. Trabalhei muito para chegar aqui. Não foi fácil, mas hoje tenho a confiança de todos”, comemora.

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