Messi faz elogios à Holanda e Alemanha e descarta competição com Neymar

Jogador concedeu entrevista coletiva nesta segunda em Minas

Por O Dia

Minas Gerais - Um dia após marcar o seu nome na história do Maracanã, o craque argentino Lionel Messi concedeu uma entrevista coletiva em Belo Horizonte, onde está hospedada a delegação da Argentina. Entre os temas abordados pelo camisa 10 estiveram a atuação abaixo do esperado pela seleção sul-americana, a emoção de fazer um gol na sua estreia no "Maior do Mundo", sobre os possíveis favoritos para a Copa do Mundo e até sobre Neymar.

Na partida contra a Bósnia, o treinador Alejandro Sabella escalou os argentinos com três zagueiros, deixando Higuaín no banco de reservas. No intervalo, porém, o comandante desfez a opção inicial, mas mesmo com a vitória, a equipe sul-americana esteve longe de convencer. Ao comentar sobre as formações, o jogador afirmou que o importante é na verdade a maneira como os hermanos atuam.

Messi fez o seu primeiro gol no Maracanã no domingoReuters

"A verdade é que temos variantes e podemos jogar de diferentes maneiras. Treinamos, nos conhecemos, e partida a partida podemos mudar dependendo do rival. O mais importante é termos conhecimento do sistema que vamos jogar. No segundo tempo, os atacantes se sentiram mais cômodos com mais gente. Era melhor sairmos para contra-ataque, com a velocidade do Di María. No primeiro, Kun ficou um pouco longe de todos, eu vinha para trás e ficava longe do arco rival", afirmou.

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Messi admitiu que a atuação da Argentina não foi no nível esperado pelos seus torcedores. Apesar disso, o craque preferiu ressaltar a importância da vitória diante dos bósnios na estreia, mesmo que a equipe sul-americana não tenha convencido tanto quanto Alemanha e Holanda.

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"Há muita coisa para melhorar. Cometemos muitos erros, era a primeira partida do Mundial. O importante foi o triunfo, que nos dá tranquilidade para ver o que fizemos bem, o que fizemos mal. Não é fácil disputar uma primeira partida. Mas foi importante para nos aproximarmos do que queremos, do que buscamos. Essas duas partidas vão servir para nos classificarmos e chegarmos bem para as oitavas", disse ele, que fez elogios às seleções que golearam na estreia.

"Creio que pelas primeiras partidas o que me chamou a atenção foram Holanda e Alemanha, mas há seleções que ainda não deram o que podem dar. É difícil tirar conclusões pela primeira partida, muitos vão melhorar. Tivemos surpresa também, mas pela primeira rodada chamaram a atenção Alemanha e Holanda", ressaltou.

Outro tema abordado na entrevista foi Neymar. Na partida contra a Bósnia, os brasileiros presentes no estádio chegaram a provocar o argentino, dizendo que o camisa 10 da Seleção seria melhor que o craque hermano. Sobre o ídolo tupiniquim, o Messi não quis entrar em polêmica.

"Não tenho competição com Neymar. Somos companheiros, é uma boa pessoa e temos grande relação. É normal a rivalidade fora e dentro do campo, mas não passa disso. É normal que isso aconteça", afirmou.

Sobre o momento histórico de marcar o seu primeiro gol no Maracanã, o jogador admitiu que se sentiu diferente pelo que acontecia na partida, que se desenhava bem complicada para os argentinos. Normalmente avesso a grandes comemorações, Lionel Messi vibrou de forma efusiva no segundo gol da sua seleção, marcado por ele, no confronto desde domingo contra a Bósnia.

"Não quis expressar nada. Somente festejar o gol, que foi importante para mim, para a partida. As coisas não estavam saindo como pretendia. Não quis demonstrar nada demais. Foi especial por fazer um gol, nada mais. Não pode fazer tempo que não fazia ou outra coisa. Nos deu uma tranquilidade e foi bom que tenha sido na primeira partida, já que passei o Mundial passado sem fazer gol", concluiu.

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