Fé até debaixo d'água no hexa

Julio Cesar reconhece que a equipe ainda não apresentou o futebol do ano passado, mas acredita que estará voando no fim da Copa

Por O Dia

Rio - O futebol que encantou a torcida brasileira na conquista da Copa das Confederações, com direito a uma vitória por 3 a 0 sobre a Espanha na final, virou referência, mas não se repetiu nas duas primeiras rodadas do Mundial. Com um triunfo de virada por 3 a 1 sobre a Croácia e um empate sem gols diante do México, o time de Felipão ainda não caiu nas graças do torcedor, diferentemente do que aconteceu no ano passado. O goleiro Julio Cesar, um dos líderes do time, reconhece isso.

“É o que a gente quer (retomar o padrão de jogo de 2013). Para nós mesmos, foram dois jogos diferentes daquilo que o torcedor brasileiro estava acostumado, daquilo que a Seleção deixou de impressão na Copa das Confederações. Mas foram dois jogos que serviram como maturidade. Esse grupo vai evoluir muito. Tenho certeza de que a Seleção vai terminar a Copa do Mundo na ponta dos cascos”, afirmou Julio Cesar.

Julio diz que Seleção evoluirá ainda mais durante a CopaDivulgação

Para ele, foi justamente o título de 2013 que fez os rivais se fecharem diante do Brasil, dificultando as partidas para Neymar & Cia. “Na Copa das Confederações, o time não tinha uma identidade e muitas seleções não respeitavam o Brasil como hoje, falavam que era 20º do ranking. Com a chegada da nova comissão técnica, pelo que nós mostramos na competição, mudou tudo. As Seleções entram defendendo e respeitando muito”, analisou.

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Apesar da sinceridade ao admitir que a Seleção está devendo, Julio Cesar abusou dos clichês na entrevista coletiva. Por duas vezes, afirmou que não tem mais bobo no futebol. Logo depois, disse que hoje são 11 contra 11 em campo. Só voltou a fugir do lugar comum ao revelar que seu filho Cauet, de 11 anos, se rendeu à atuação de Ochoa:

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“Em 2010 ele ainda não entendia muito bem as coisas. Agora está em êxtase com tudo isso. Ele me elogiou, disse que eu fiz duas defesas bacanas e disse também: ‘Mas aquele goleiro do México poderia ter deixado passar uma. Filho da mãe’. Foi só isso mesmo (risos).”

Hulk de volta

Hulk parece ter assimilado a dor na coxa esquerda, mínima, segundo Felipão. Depois do mal-estar causado pela barração do camisa 7, que estava liberado pelo departamento médico, mas ficou no banco no empate com o México, em Fortaleza, o jogador treinou normalmente, na Granja Comary, no frio, sob muita chuva e em gramado pesado. O treinador não descarta o retorno do atacante ao time titular no jogo contra a seleção de Camarões.

Apenas Hulk, Julio Cesar, Ramires e os reservas foram a campo. Primeiro, realizaram um treino técnico e, depois, um trabalho com o preparador físico Paulo Paixão. Os titulares fizeram uma atividade leve na piscina do CT. Hoje, o treino será à tarde

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