Por pedro.logato

São Paulo - O sistema defensivo da Argentina já era uma incógnita antes mesmo do início da Copa do Mundo. Agora, sobretudo por conta da vulnerabilidade apresentada na vitória por 3 a 2 contra a Nigéria, os questionamentos em relação à defesa da seleção só cresceram. Com os três gols sofridos na fase de grupos deste Mundial, o desempenho é o pior dos sul-americanos nos últimos 20 anos em Copas.

Argentina levou três gols na primeira fase do MundialReuters

O nigeriano Musa se aproveitou dos espaços na defesa argentina para marcar duas vezes
Nem quando a equipe foi eliminada ainda na primeira fase em 2002, na Coreia e Japão, foi tão vazada como na atual edição do torneio. A última vez que os argentinos sofreram três gols neste estágio da Copa foi em 1994, nos Estados Unidos.

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Desde então, a defesa mostrou bom rendimento no histórico da competição: zero gols em 1998, na França, dois no Mundial da Ásia, em 2002, apenas um na Alemanha, em 2006, e novamente um gol sofrido apenas, em 2010, na África do Sul.

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Na estreia da Copa no Brasil contra a Bósnia, o técnico Alejandro Sabella, preocupado com o desequilíbrio que a postura ofensiva poderia causar à equipe, escalou a Argentina no 5-3-2, com três zagueiros. A mudança, porém, não permitiu que Lionel Messi e o restante dos homens de frente se sentissem à vontade. Contra o Irã, então, Sabella voltou a apostar na formação das eliminatórias, o 4-3-3, com Messi, Di María, Agüero e Higuaín na frente.

Não fosse por Sergio Romero, o confronto com os iranianos poderia ter sido desastroso, já que o goleiro evitou gols dos persas em pelo menos duas oportunidades. Diante da Nigéria, contudo, o jogador do Monaco não foi capaz de parar os dois chutes de Ahmed Musa, que se aproveitou de espaços e erros na defesa para balançar as redes argentinas. Espaços e erros que, nos mata-matas, podem ser fatais. Como disse Messi após a partida, "agora não se pode mais cometer equívocos".

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