Por pedro.logato

Rio - A dor da derrota do Brasil para o Uruguai (2 a 1), na Copa do Mundo de 1950, foi sentida de perto por um grupo de torcedores que ainda guarda na memória a frustração e o amargo gosto da virada celeste. Hoje, 64 anos depois, Luiz Carlos Gomes, Manoel das Neves, Gabriel e Marylia da Silva — todos presentes ao Maracanã na fatídica tarde do dia 16 de julho de 1950 — torcem para que Brasil e Uruguai avancem às quartas de final.

Casal diverge sobre um novo encontro com o UruguaiMárcio Mercante / Agência O Dia

Motivo? Reviver aquele clássico e ver a Seleção, finalmente, ir à forra contra os rivais, fechando, de vez, a maior ferida do futebol verde-e-amarelo.

“Quem estava lá não esquece. Seria ótimo eliminá-los e dar o troco da Copa de 1950”, diz o cabeleireiro Luiz Carlos, que tinha 11 anos de idade quando houve o Maracanazo.

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O aposentado Manoel, de 72, lembra a tristeza daquele dia. Mas muda de assunto e amplia o coro para que Neymar & Cia. paguem a derrota para os uruguaios na mesma moeda. “O clima era de velório após aquela derrota, nunca esqueci. Hoje nós temos Neymar,Fred, Hulk e acho que ganharíamos fácil. Vai ser uma goleada”, brinca, otimista.

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Mesmo juntos naquele jogo — quando iniciaram uma história de amor que dura até hoje — Gabriel e Marylia, de 88 e 82 anos, têm opiniões diferentes. “Quero que o Brasil dê uma forra bem dada”, diz Marylia, interrompida pela cautela de Gabriel: “Nem brinque com isso. Quero que saiam logo da Copa (contra a Colômbia). Imagina um jogo daqueles de novo no Brasil?”.

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